Reflexão que se faz necessário em virtude da copa do mundo
no Brasil
JOGOS E PAZ
Antonio César Perri de Carvalho (presidente da Federação
Espírita Brasileira)
O assunto predominante em nossos dias são os Jogos da Copa
do Mundo.
O Brasil estará no foco da mídia mundial e como destino de
muitos turistas. Haverá intensa movimentação de pessoas do país e do exterior
que estarão se deslocando a várias capitais de nosso país. O povo brasileiro
tem a característica da hospitalidade, de ações fraternas, e, inegavelmente,
boa parte tem interesse pelo futebol, o esporte mais popular do país.
Os Jogos Mundiais representam uma oportunidade de
intercâmbio, que é uma das finalidades do esporte: de estimular a fraternidade,
a solidariedade e a paz.
Lamentavelmente, em alguns esportes há muitos interesses
econômicos e que não favorecem o povo em geral.
No contexto atual, alguns episódios do cenário político e
social geram situações que oscilam entre as preocupações, insatisfações e até
decepções de parcelas do povo brasileiro.
As manifestações populares – que já tem ocorrido -, mesmo
que legítimas, são aceitáveis quando se desenvolvem em ambiente de ordem, sem
provocar restrições e inseguranças para a própria população, ameaça aos
visitantes, nem riscos ao patrimônio público e privado.
Daí a oportunidade da mensagem espiritual já veiculada pela
Federação Espírita Brasileiro em seu portal e nas redes sociais. Alguns trechos
da citada mensagem são muito claros:
“A transição recomenda prudência. A Pátria do Cruzeiro, com
a responsabilidade de representar a fraternidade na Terra, está diante dos
olhos do Mundo que aproveitando a ocasião dos jogos redescobre o Brasil. [...]
que a prudência nos conduza com equilíbrio à condução do processo das mudanças
necessárias. [...] queremos pedir aos nossos companheiros o hábito da oração em
favor da paz.”
O “respeito ao próximo como a si mesmo”, é fundamental nas
relações interpessoais e sociais, e, favorece a paz.