domingo, 27 de setembro de 2015


A importância das palestras nas casas espíritas (Sandra Fiore)

Normalmente o primeiro contato com a Doutrina  Espirita é através de livros (Romances) ou das palestras, quando buscam a casa espirita para lenitivos das suas dores . Todavia, é através da palestra que a casa espírita apresenta o Espiritismo de maneira mais clara e direta para o público.

Assim, deve ser priorizada tal atividade na seara espírita formando palestrantes com bom conhecimento doutrinário, assim como o aperfeiçoarem no uso da palavra na tribuna.

Os palestrantes também têm que buscar se familiarizar com os modernos recursos audiovisuais, sabendo utilizá-los, fazendo com que a mensagem seja melhor oferecida, se tornando mais atraente.

Toda exposição na tribuna espírita deve procurar sempre envolver o tríplice aspecto do Espiritismo.

Deve ser evitada qualquer forma de pregação religiosa, como se fosse um sermão, mas recorrer à boa argumentação que traga a filosofia, a ciência e a proposta ético-moral da Doutrina Espírita, no consórcio permanente da razão com a fé esclarecida.

De preferência os temas devem ser previamente escolhidos e divulgados, para um melhor aprofundamento dos estudos, orientando os participantes sobre o que será abordado.

Resta dizer que os responsáveis pela escala das palestras, ou o encarregado do departamento doutrinário, devem conhecer o palestrante, sua formação espírita, possuindo referências do mesmo, evitando que a tribuna seja lugar de pessoas sem compromisso com o Espiritismo e até de aventureiros, mas pessoas que possa contagiar ou aguçar a curiosidade e fazer com que cada um que ouve a mensagem, possa ter vontade de estudar ainda mais, participando dos cursos que as casas oferecem.

E o palestrante tem que conhecer a casa, buscando informações sobre a mesma, entrando em contato com os seus dirigentes, a fim de que o seu mister seja bem desempenhado. Se não puder comparecer, que avise com antecedência, providenciando substituto, evitando embaraços de última hora.

Finalidade da palestra espirita
            Com a exposição espírita podemos: Educar para transformar

Proposta:


     Informar: dar informe ou parecer sobre, instruir, ensinar.
     Esclarecer: tornar claro, compreensível, elucidar.
     Conscientizar: tomar consciência de, ter noção ou idéia de                                                                    Consolar: aliviar ou suavizar a aflição, proporcionar sensação agradável.
    Divulgar: tornar público ou conhecido, propagar-se, difundir-se.

v  O uso constante de boas palestras espíritas tem favorecido de forma apreciável à divulgação da Doutrina. Emmanuel no livro “Estudo e Viva” nos diz:  Para isso, estudemos Allan Kardec, ao clarão da mensagem de Jesus Cristo, e, seja no exemplo ou na atitude, na ação ou na palavra, recordemos que o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade da sua própria divulgação”.  Portanto A maior caridade que se possa fazer pela Doutrina Espirita é a sua divulgação

v  Lembrando também que o Espiritismo é uma doutrina pedagógica que tem por finalidade a transformação da humanidade através da transformação individuo....Educação como transformação

Ø  Fundo e Forma
Toda exposição (palestra) tem Fundo e Forma.
A - Fundo:
                                   O fundo refere-se ao conteúdo: idéias, conceitos, pensamentos, moral, filosofia; é a parte intelectual e espiritual da exposição (idéia mãe).
                                   O aprimoramento do fundo depende de quem fala ao público; ele melhora à medida que o expositor progride intelectual e espiritualmente.

B - Forma:
                                   A forma refere-se ao modo de expor o tema. É a maneira que cada qual tem de expressar as idéias, construir as frases, colocar as palavras, subdividir o assunto em partes (elaboração), ter entusiasmo.

                                   O aprimoramento da forma depende do aperfeiçoamento da técnica de falar em público.

PORTANTO; Não basta levar somente a mensagem, mas como nós a levamos, necessário o Fundo (ensinamento) Forma ( maneira como se passa esse ensinamento) para tocarmos os corações, esclarecer e consolar.

O expositor espirita tem que ter além da humildade, simpatia e  empatia para conquistar o publico.

O comunicador e expositor espírita é um agente da informação e, como tal, dispõe de grande poder sobre a sociedade, ou seja, é um formador de opiniões. As transformações sociais têm como responsáveis os grandes comunicadores, daí a importância de ter sempre comunicador com responsabilidade levando o espiritismo e não a opinião pessoal, o individualismo, o personalismo. O expositor tem que comungar as mesmas ideias da doutrina.

Tudo que se faz na vida independente do trabalho que se realiza, necessário é se aperfeiçoar, sendo instrumento dos postulados espirita,  precisam ter também deste aprimoramento.

Decorridos quase dois mil anos, ecoam altissonantes em nossos ouvidos e corações, a palavra do Mestre Jesus aos Seus Apóstolos:

“Vós sois a luz do mundo. Deixai-a brilhar. Ide e pregai, dizendo: o reino dos céus está próximo” (Mateus, 5:14 e 16; 10:5).


Assim como os Apóstolos ante as lições e exemplos de Jesus, nós Para isso, estudemos Allan Kardec, ao clarão da mensagem de Jesus Cristo, e, seja no exemplo ou na atitude, na ação ou na palavra, recordemos que o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade da sua própria divulgação”.  espíritas, temos igual responsabilidade: a de divulgar os ensinamentos e as consolações do Espiritismo, que já conhecemos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Premiada pelo Criança Esperança – Orson Peter Carrara

Conheci em Araranguá (SC) a Casa da Fraternidade, premiada duas vezes pelo conhecido programa Criança Esperança, da TV Globo, pela dimensão do trabalho educativo promocional realizado no município catarinense. A cidade tem população em torno de 65.000 habitantes e localiza-se no extremo sul de SC, a 10 km do litoral, e sua economia gira em torno da confecção e comércio de roupas, e no verão do turismo. A Casa da Fraternidade, no bairro Lagoão, se localizava a população mais carente, quadro que vem mudando de alguns anos para cá, devido ao trabalho da instituição em favor dessa população.
À época entrevistei a presidente da instituição, Cátia Sirlene G. Hahn, natural da capital paulista e residente na citada cidade. Reproduzo trechos parciais de algumas de suas respostas: (relembro ao leitor que a entrevista está parcialmente transcrita)
3-Quantas pessoas a Casa da Fraternidade já atendeu?
Já passaram pela Casa mais de 5 mil crianças. Em meados de 1997, quando cheguei (...), no entorno da Casa havia muita pobreza, o tráfico de drogas era intenso, às vezes tínhamos que pedir licença para entrar na Casa. Com poucos frequentadores, pois o bairro assustava a quem chegava, a estrutura material da Casa estava péssima, a Creche era mantida pela Prefeitura. (...) No ano 2000, a prefeitura decide construir uma nova creche no bairro, foi quando decidimos reformar o antigo prédio e iniciar um novo trabalho para os meninos e meninas em idade escolar. Surgiu então o Projeto Juventude Luzes do Amanhã, com o Alex no teatro, a Zizi ministrando música, a Luciani e eu nos revezando na limpeza, na cozinha e nas aulas de valores humanos, nos pedidos de doações. Como éramos poucos, fazíamos quase tudo sozinhos, tínhamos inúmeras dificuldades, pela falta de apoio técnico, falta de recursos financeiros, falta de materiais. Aos poucos foram surgindo novos voluntários para as atividades de artesanato, enxoval de bebê, e recreação, e o projeto ia tomando forma. Fomos nos capacitando, conseguimos angariar parcerias, contratar pessoal e delegar tarefas.
5-O que eram as aulas de Valores Humanos?
Sempre tivemos como princípio que a religião não deve ser imposta, mas os princípios de espiritualidade devem estar presentes na vida dos atendidos de uma forma autônoma. A professora Zizi, antes de vir para Araranguá havia lecionado música na Mansão do Caminho (Bahia). E contou que lá o Divaldo aplicava a pedagogia dos Valores Humanos (Sai Baba) antes de cada atividade. Ficamos muito interessados, e decidimos então fazer um teste. Passamos a debater uma mensagem por semana através de painéis e dinâmicas de grupo. E as crianças adoraram as aulas. A partir daí vimos que precisávamos de uma proposta pedagógica e fomos pesquisar Pestalozzi. Até hoje o método é aplicado.
6 - Qual o público alvo e quantas pessoas atendidas diariamente? É em regime de internato ou semi-internato?
Hoje atendemos 205 crianças e adolescentes entre 06 a 14 anos, e 20 adolescentes entre 15 e 18 anos em diversas oficinas culturais em horário oposto ao escolar, em aulas de canto, ballé clássico, teatro, violão, percussão, informática, artesanato, artes visuais, xadrez, capoeira e outras. As crianças fazem reforço escolar, aulas de ética e cidadania e atividades literárias, almoçam e tomam café na entidade, recebem orientação psicológica, apoio psicopedagógico e suas famílias são acompanhadas pelo serviço de assistência social.
 7 - E qual foi a premiação recebida pelo trabalho? E o que significou essas premiações para a instituição?
Em 2010 o Projeto também ganhou a chancela de “Ponto de Cultura” do Ministério da Cultura e Secretaria de Cultura do Estado. Além do reconhecimento governamental, isso fez com que novos públicos viessem também a participar das atividades. Com os recursos conseguimos manter uma equipe de trabalho, que hoje conta com 21 profissionais contratados, ampliar nossas instalações e adquirir novos equipamentos. Em 2012 ganhamos o Criança Esperança. Em 2013 fomos classificados como semi-finalistas do premioItau-Unicef. E em 2014 ganhamos novamente o Criança Esperança e um premio da Fundação Biblioteca Nacional.

8 - E como foi a premiação pelo CRIANÇA ESPERANÇA? O que levaram em conta?
São quase dois mil projetos inscritos a cada ano no Edital, e uma seleção rigorosa. Fomos um entre os três projetos de Santa Catarina contemplados. Penso que para a seleção foi levado em conta os aspectos inovadores do projeto, a proposta pedagógica, a transformação da comunidade, o empenho da equipe de trabalho, a missão da instituição, além dos aspectos legais. Percebemos que após o Criança Esperança passamos por uma nova fase, pois se tivemos maior visibilidade, também mais responsabilidades, pois o trabalho se desenvolveu, o número de crianças e famílias praticamente dobrou, a equipe teve que se capacitar, e correr atrás de mais recursos.  
10 - Algo marcante a citar nesses anos todos de trabalho?
Acho que foi marcante a gravação da equipe da Rede Globo para o Criança Esperança.  Foi num dia muito especial para todos. Pessoalmente eu e o Alex (meu marido), estávamos bem desanimados, com os problemas de saúde do Alex, que passou por uma cirurgia gravíssima no inicio do ano. Foi uma época muito difícil e eu estava me questionando se tudo isso valeria a pena... Fomos pegos de surpresa, e a jornalista Kiria começou a entrevistar as crianças e as famílias dos atendidos. Todos nos emocionamos, principalmente com o depoimento do menino Vilásio, que começou na Casa aos seis anos e hoje está com 17 anos. Foi muito legal ver o nosso projeto e nossa Casa na televisão. Ligaram várias pessoas até dos Estados Unidos, dizendo que assistiram a matéria. 
12 - Quais os contatos para quem desejar auxiliar ou visitar?
A Casa da Fraternidade fica na Rua Pedro Gomes, 740- Bairro Lagoão- Araranguá/SC

Quem quiser contribuir financeiramente pode fazer um deposito na conta Banco do Brasil – agencia 5280-9 – C/C 9752-7 

terça-feira, 31 de março de 2015

Manifesto da UNESCO – Orson Peter Carrara

Transcrevo parcialmente, pela importância da matéria, texto divulgado pelo GDDE – Grupo de Divulgação da Doutrina Espírita, referindo-se ao Movimento Você e a Paz, que ocorreu em Londrina-PR, com a presença de Divaldo Franco, no último dia 10 de março:
“(...)  O Manifesto 2000 por uma Cultura de Paz e Não-Violência, esboçado, a convite da Unesco, por um grupo de laureados do prêmio Nobel da Paz, levou milhões de pessoas em todo o mundo, que assinaram o documento, a se comprometeram a cumprir os seis pontos nele firmados, procurando agir no espírito da Cultura de Paz dentro de suas famílias, no seu ambiente profissional e em suas cidades.
Na sequência, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o período de 2001 a 2010 a “Década Internacional da Cultura de Paz e Não-Violência para as Crianças do Mundo”.
Os seis pontos constantes do Manifesto são estes:
1.            Respeitar a vida
2.            Rejeitar a violência
3.            Ser generoso
4.            Ouvir para compreender
5.            Preservar o planeta
6.            Redescobrir a solidariedade.
Para atingir esses objetivos, a Unesco trabalha cooperando com os governos em seus três níveis, com o poder legislativo e a sociedade civil, construindo assim uma imensa rede de parcerias, mobilizando a sociedade, aumentando a conscientização e educando para uma cultura de paz. (...)
O maior desafio é, evidentemente, transformar os valores da Cultura de Paz em realidade na vida cotidiana, é traduzir cada um dos desafios propostos pela Cultura de Paz em termos práticos e na vida das pessoas.
Desenvolvendo os seis pontos firmados no Manifesto e preparar as condições para que a paz possa reinar na Terra implica:
a)            respeitar a vida e a dignidade de cada pessoa, sem discriminar nem prejudicar;
b)           praticar a não violência ativa, repelindo a violência em todas suas formas: física, sexual, psicológica, econômica e social, em particular ante os mais fracos e vulneráveis, como as crianças e os adolescentes;
c) compartilhar o nosso tempo e nossos recursos materiais, cultivando a generosidade, a fim de terminar com a exclusão, a injustiça e a opressão política e econômica;
d) defender a liberdade de expressão e a diversidade cultural, privilegiando sempre a escuta e o diálogo, sem ceder ao fanatismo, nem à maledicência e ao rechaço ao próximo;
e) promover um consumo responsável e um modelo de desenvolvimento que tenha em conta a importância de todas as formas de vida e o equilíbrio dos recursos naturais do planeta;
f) contribuir com o desenvolvimento da comunidade, propiciando a plena participação das mulheres e o respeito dos princípios democráticos, para criar novas formas de solidariedade.
Trata-se de um programa que se afiniza em tudo com o que aprendemos com as lições do Evangelho e com os ensinamentos espíritas.
Que se trata de um trabalho hercúleo e naturalmente lento, todos sabemos.
Mas sabemos também que nele se inserem os elementos indispensáveis para que a guerra, a opressão, a tirania e toda forma de violência sejam varridas do nosso planeta, nessa marcha inelutável rumo a um futuro promissor predito por Jesus, que declarou certa vez que os mansos herdarão a Terra.”.
                Pela importância das recomendações, fica evidente nosso compromisso de espalhar e viver esse tratado de paz.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Mulher na dimensão espirita


Dia 08 de Março comemora-se o dia Internacional da mulher como forma de discutir seu papel na sociedade, tentar diminuir o preconceito, desvalorização, baixos salários, violência.

O espiritismo veio cumprir um  importante papel na solução dos problemas sociais, não seria diferente em relação as mulheres, pois a Doutrina nos ensina que “ Fomos criados simples e ignorantes” ...e não diz ...“ Foi criado homem e depois a mulher” como pregam algumas religiões, fomentando ainda mais o preconceito contra ELA.

O espírito não tem sexo, porém estagiamos ora homens, ora mulheres para aprendermos, fixando conceitos, a vida é uma escola, portando a mulher está mulher e tem um papel importado, principalmente na condição de mãe e educadora.

Plínio Salgado no livro Vida de Jesus diz......"a mulher grávida leva um destino no ventre, um germe de personalidade, a misteriosa geometria imanente de um corpo, de uma fisionomia, de um modo de ser; a centelha de um espírito; a semente de um fato social, que se pode chamar um dia: revolução, renovação, gênio do bem ou gênio do mal”. A mulher leva em seu ventre, o destino da humanidade.

A mulher tem que assumir seu papel na sociedade, suas responsabilidades na família, na vida profissional, politica, nas atividades de estudo e se for espirita, na divulgação da doutrina, não buscando imitar os homens, ou competir com eles, mas trabalhando ao lado deles na tarefa de melhorar este mundo.