quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

A alma Imortal

 


Para falarmos da imortalidade da alma, necessário antes abordarmos a morte do corpo, assunto tabu, ninguém  gosta de falar de algo que gera desconforto, principalmente quando se pensa que tudo acaba com ela.  Porém a morte do corpo é inevitável, todos passaremos por isso, porém quando se sabe que sobrevivemos a ela, traz alívio, conforto.

A imortalidade da alma é um dos pilares da doutrina espírita, mas não é exclusividade de quem segue o espiritismo, porque muito antes já se falava sobre a sobrevivência da alma após a morte do corpo, apenas Kardec estudou de forma sistemática.

O que nos ensina a doutrina codificada por Kardec é que quando deixamos a matéria retornamos à vida espiritual que seria a verdadeira vida do espírito.

Quando Jesus foi crucificado houve a ressurreição do espírito, ou seja, Ele ressurgiu para a vida espiritual, essa ideia já era aceita pelos Hebreus, tanto que Flavio Josefo historiador e contemporâneo de Jesus, deixa em seu livro “História dos Hebreus” o seguinte:

Ø É verdade que nossos corpos são mortais, porque são feitos de uma matéria frágil e corruptível; mas nossas almas são imortais e participam de algum modo da natureza de Deus.

Há várias passagens nas escrituras  que falam da ressurreição da alma que vem corroborar.

Ø Lucas 20.37: 39  Quanto aos mortos ressuscitarem, Moisés já o mostrou no relato da sarça, no momento em que ele se refere ao Senhor como ‘Deus de Abraão, Deus de Isaque e Deus de Jacó’. Portanto, Deus não é Deus de mortos, mas sim de vivos, pois para Ele todos vivem”. Então, alguns dos mestres da lei se manifestaram exclamando: “Mestre, falaste muito bem!”

     Outra passagem é quando Maria de Magdala ao buscar a tumba de Jesus e não encontra seu corpo, porém Ele lhe surge trazendo exatamente a realidade da ressurreição do espírito e foi ela, uma mulher que levou a notícia a todos os outros.  Ela com certeza o viu através da sua mediunidade, porque quis tocá-lo, mas ele disse não ser possível porque ainda não havia ido ao Pai, sinal que estava em espírito.

            Os hebreus que tinham consciência sobre imortalidade e transmigração da alma, mas não sabiam como se dava esse processo como ficou claro na conversa com Nicodemos, um doutor da lei que pergunta como é possível um homem velho entrar novamente no ventre de sua mãe?

            Há outra passagem nas escrituras que,  quando Jesus está com Pedro e aos irmãos Tiago e João, no monte, quando o mestre transfigurado, aparecem para eles Moises e Elias.

Essa crença da imortalidade da alma é bem antiga, não se sabe na história quando começaram com essa ideia de que o espírito sobrevive a morte do corpo.

Foram encontrados vestígios a partir do período neolítico (12000 a.C a 4000 a.C) pelos ornamentos, armas, alimentos deixados perto dos mortos.

No Egito Antigo, já havia essa convicção através dos embalsamentos, escrituras, pinturas deixadas nas paredes. Tanto que o figo um alimento importante para os Hebreus, Gregos, Egípcios e os faraós determinavam que deixassem figos secos nas tumbas para alimentarem suas almas na viagem à espiritualidade.

Na Índia também havia a crença da imortalidade da alma,  os Hindus, os Budistas acreditavam na metempsicose, quando a alma poderia voltar em outras formas que não fosse só a humana, como vegetais e animais.  Para os espiritas isso seria um retrocesso, portanto a ideia de metempsicose é uma teoria esotérica.

Grandes filósofos defenderam a imortalidade da alma como Pitágoras, Tales de Mileto, Sócrates, Platão (mundo das ideias), Santo Agostinho, Tomás de Aquino, assim como todos que defendem a reencarnação, acreditam, portanto, na imortalidade da alma. Na França, o famoso autor Honoré de Balzac, escreveu uma novela inteira sobre a reencarnação, Serafita. Nela, Balzac afirma: “Todos os seres humanos passam por vidas anteriores. O escritor Russo  Leon Tolstói escreveu: “Assim como vivemos através de milhares de sonhos em nossa vida atual, do mesmo modo nossa vida atual é apenas um dos milhares dessas vidas nas quais entramos depois de uma outra vida mais real. O americano dos automóveis, Henry Ford, certa vez disse a um repórter de um jornal: “Eu adotei a teoria da reencarnação quando tinha vinte e seis anos”. Ford continuou: “A genialidade é um produto da experiência. Alguns parecem pensar que se trata de uma dádiva ou talento, mas ela é fruto de uma longa experiência acumulada em muitas vidas”.

Não há outra forma de compreendermos a vida futura, a felicidade como espíritos imortais como vivendo as várias experiências corporais.

É muito triste para quem é existencialista, niilista como o caso do filosofo Sartre e sua esposa Simone de Beauvoir, quando ela deixa em um dos seus livros (A Força das coisas)  sua tristeza ao saber que tudo que ela viveu iria acabar com sua morte. A romancista e filósofa entendia a metafísica como uma atitude, bem aos moldes existencialistas. Metafisica é o que transcendem a experiência sensível. É um estudo filosófico iniciado por Aristóteles, que passou a tentar compreender o que chamava de “ser enquanto ser” sem necessidade de intervenção prática.

Como provar a imortalidade da alma.

1.     Manifestação dos Espíritos...como o dia de Pentecostes...Chico Xavier e as várias cartas recebidas com requintes de detalhes dos que já haviam desencarnado.

2.     Materialização dos espíritos....Kate King...Padre Zabeu

3.     Regressão de memória...Dr. Brian Weiss

4.     Memorias extra cerebrais espontânea...Dr. Stevenson e os casos catalogados

5.     EQM – Estado de quase morte

6.     Emancipação da alma (desdobramentos)

Podemos dizer que,  por mais evidencias que possa haver, se não estivermos dispostos a raciocinar, a refletir, a questionar,  buscar resposta logicas, continuaremos na ignorância das coisas espirituais.

 

Sandra Fiore