Manifesto da
UNESCO – Orson Peter Carrara
Transcrevo
parcialmente, pela importância da matéria, texto divulgado pelo GDDE – Grupo de
Divulgação da Doutrina Espírita, referindo-se ao Movimento Você e a Paz, que
ocorreu em Londrina-PR, com a presença de Divaldo Franco, no último dia 10 de
março:
“(...) O Manifesto 2000 por uma Cultura de Paz e
Não-Violência, esboçado, a convite da Unesco, por um grupo de laureados do
prêmio Nobel da Paz, levou milhões de pessoas em todo o mundo, que assinaram o
documento, a se comprometeram a cumprir os seis pontos nele firmados,
procurando agir no espírito da Cultura de Paz dentro de suas famílias, no seu
ambiente profissional e em suas cidades.
Na sequência, a
Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o período de 2001 a 2010 a “Década
Internacional da Cultura de Paz e Não-Violência para as Crianças do Mundo”.
Os seis pontos
constantes do Manifesto são estes:
1. Respeitar a vida
2. Rejeitar a violência
3. Ser generoso
4. Ouvir para compreender
5. Preservar o planeta
6. Redescobrir a solidariedade.
Para atingir esses
objetivos, a Unesco trabalha cooperando com os governos em seus três níveis,
com o poder legislativo e a sociedade civil, construindo assim uma imensa rede
de parcerias, mobilizando a sociedade, aumentando a conscientização e educando
para uma cultura de paz. (...)
O maior desafio é,
evidentemente, transformar os valores da Cultura de Paz em realidade na vida
cotidiana, é traduzir cada um dos desafios propostos pela Cultura de Paz em
termos práticos e na vida das pessoas.
Desenvolvendo os seis
pontos firmados no Manifesto e preparar as condições para que a paz possa
reinar na Terra implica:
a) respeitar a vida e a dignidade de
cada pessoa, sem discriminar nem prejudicar;
b) praticar a não violência ativa,
repelindo a violência em todas suas formas: física, sexual, psicológica,
econômica e social, em particular ante os mais fracos e vulneráveis, como as
crianças e os adolescentes;
c) compartilhar o
nosso tempo e nossos recursos materiais, cultivando a generosidade, a fim de
terminar com a exclusão, a injustiça e a opressão política e econômica;
d) defender a
liberdade de expressão e a diversidade cultural, privilegiando sempre a escuta
e o diálogo, sem ceder ao fanatismo, nem à maledicência e ao rechaço ao
próximo;
e) promover um
consumo responsável e um modelo de desenvolvimento que tenha em conta a
importância de todas as formas de vida e o equilíbrio dos recursos naturais do
planeta;
f) contribuir com o
desenvolvimento da comunidade, propiciando a plena participação das mulheres e
o respeito dos princípios democráticos, para criar novas formas de
solidariedade.
Trata-se de um
programa que se afiniza em tudo com o que aprendemos com as lições do Evangelho
e com os ensinamentos espíritas.
Que se trata de um
trabalho hercúleo e naturalmente lento, todos sabemos.
Mas sabemos também
que nele se inserem os elementos indispensáveis para que a guerra, a opressão,
a tirania e toda forma de violência sejam varridas do nosso planeta, nessa
marcha inelutável rumo a um futuro promissor predito por Jesus, que declarou
certa vez que os mansos herdarão a Terra.”.
Pela importância das
recomendações, fica evidente nosso compromisso de espalhar e viver esse tratado
de paz.