quinta-feira, 19 de outubro de 2023

  

                              Como fazer importante homenagem?

 

A doutrina espírita é uma dádiva para quem a conhece, ela nos consola e conforta tendo por ferramenta o conhecimento que nos possibilita o enfrentamento dos problemas, normais e naturais no estágio evolutivo que nos encontramos.

Hippolyte Léon Denizart Rivail nascido em Leon na França, depois adotou o pseudônimo de Allan Kardec, conhecidíssimo pelo trabalho como grande pedagogo, discípulo de Pestalozzi que administrava seu próprio instituto educacional em Yverdun (Suíça). Rivail  teve vários livros escritos na área da educação, alguns deles usados em escolas e universidades de Paris, outros traduzidos para o Alemão, fluente em pelo menos seis idiomas, bacharelado em Ciência, Letras, Teologia, alguns biógrafos dizem ter ele feito até medicina, reconhecidíssimo pelo seu trabalho pedagógico.  Como membro de muitas sociedades científicas e entre elas a da Academia Real de Arras, no concurso de 1831, lhe coroou uma notável memória acerca da questão: Qual o sistema de estudos mais em harmonia com as necessidades da época?

 Homem intelectual, honesto, integro,  foi sem dúvida um missionário da falange do Espírito de Verdade, que se fez carne para trazer de forma responsável o Consolador Prometido por Jesus. Ele que trouxe uma bagagem de experiências pretéritas possibilitando ser esse missionário e grande mestre,  apagou sua luz de educador pedagógico para ser na época o desconhecido Allan Kardec deixando brilhar a luz da Doutrina dos Espíritos.

Neste mês de outubro em comemoração ao seu aniversário,  os espíritas voltam-se para homenageá-lo, mas a melhor forma de fazê-lo é estudando o que lhe foi conferido pelos espíritos e ele com seu critério científico de experimentação, trouxe à luz os conhecimentos sempre buscando a verdade. Ele tinha além do espírito de um cientista, seu lado filosófico, partido da dúvida para chegar à certeza, conferindo ao Espiritismo uma verdade inquestionável quando nos abrimos a fé raciocinada, do questionamento, do bom senso, e não uma fé dogmática que tem que aceitar sem questionar.

Outra forma de homenagear ao codificador é a responsabilidade de quem faz parte do movimento espírita, sendo fiel ao que ele nos deixou, não que o espiritismo seja uma obra completa, mas progressista,  outras informações virão a seu tempo, porém terá que haver uma universalidade. Não podemos aceitar tudo que nos chega somente por ser via mediúnica, porque até os espíritos podem nos enganar ou médiuns invigilantes que se prestam ao papel de ser instrumentos destes mistificadores.

Embora o número de espíritas tenha crescido, o que nos entristece é ver centros espíritas fechando, trabalhos diminuindo por não quererem mais ter que se deslocarem para o presencial, se acomodando. Não podemos esquecer  do ensino de Jesus da Parábola da Figueira...” homens inúteis, que não colocaram em pratica os recursos que lhe foram dados, serão tratados como a figueira seca”. O trabalho é lei da Natureza, faz parte da lei divina por isso mesmo constitui uma necessidade para nossa sobrevivência e auxilia o desenvolvimento ético-moral do ser humano. Depois da pandemia muitas casas passaram a trabalhar virtualmente, o que podemos dizer que é algo positivo, porém nada comparado ao contato com o outro, a troca de energias. As casas espíritas têm uma equipe espiritual que está pronta a receber e acolher todos que a procuram, e muitas estão fechando as portas por falta de trabalhadores e em outros casos,  dirigentes se  acomodando no trabalho virtual e não querendo estar no presencial.

 

Numa pesquisa feita por especialistas sobre a tecnologia que veio como importante ferramenta e faz parte da evolução, temos que ter um cuidado e um olhar criterioso, porque o virtual nos deixa antissociais e esses estudiosos estão entendendo que o número de intolerância se deve a isso. Hoje nem nos damos o trabalho de ligar e falar com o outro, tudo é pelas redes sociais,  WhatsApp, famílias não se reúnem mais, amigos quando saem não deixam o celular, ficam o tempo todo de olho nele,  não há mais diálogo construtivo.

Sou do tempo que entre amigos combinávamos de ler livros ou assistir filmes e depois se sentar para filosofar, buscar o entendimento de cada um, enquanto hoje o que se vê é discussão, quando alguns querem impor seu pensamento.

Retornando nossa reflexão, precisamos de Jesus, mas nem sempre é fácil entendê-lo, para isso estudar Kardec muito nos auxilia. Podemos dizer que estamos no estágio de já sabermos o que é certo e errado, mas por que nem sempre fazemos como deveríamos de acordo com as leis morais? Porque não basta saber, precisamos é desenvolver sentimentos. O meliante, criminoso, assaltante, agressor, aliás, todos nós sabemos quando estamos equivocados, mas continuamos a ter uma atitude errada porque falta desenvolver responsabilidade, empatia, solidariedade, compaixão, paciência,  humildade  e só com o conhecimento dos ensinos de Jesus tocando nossas almas, refletindo, nos esforçando para domar nossos vícios morais, isso poderá mudar.

Estamos passando por momentos difíceis, delicados, cada vez mais precisamos desses ensinos morais do Mestre, palestras são portas de entradas das casas espíritas, elas não modificam ninguém, embora possa nos esclarecer em algum momento, porém deve aguçar a curiosidade de quem a procura para poder se aprofundar, saber mais, estudar os livros da codificação, participar dos grupos de estudos, trocar ideias e experiências e isso se deve também no presencial, portanto, vamos refletir sobre o trabalho magnifico realizado pelo codificador, e voltemos com todo entusiasmo que se faz necessário, ao trabalho,  fazendo o que o Mestre Jesus espera de nós, dando os bons frutos.

Solicitação especial aos dirigentes de casas espíritas que são verdadeiros prontos socorros espirituais e escolas para a alma, vamos fazer um esforço, unidos no proposito maior de aprender e divulgar a doutrina, acolher aqueles que precisam, vamos ouvi-los, incentivá-los aos estudos e ao trabalho,  porque somente com Jesus à luz do espiritismo conseguiremos enfrentar as adversidades e apesar de não conseguirmos mudar o mundo, podemos dar condições para que ele mude através do esforço individual e coletivo.  Sandra Fiore