Aborto uma decisão egoísta
De tempos em tempos, vem novamente à tona a questão da
legalização do aborto. Inclusive no dia 29 de Outubro de 2016, o STF resolveu
descriminalizar o aborto até 12 semanas de gestação. Seria o aborto a melhor
solução? Seria essa liberação uma questão de saúde publica?
O tema é polêmico, bem o sabemos; porém, nas pesquisas da Vox
Populi, 82% da população brasileira é totalmente contra essa prática. Essa
pequena minoria a favor diz ser uma decisão que cabe somente à mulher, se ela deseja
ou não ter o filho, sendo dona do seu corpo é quem deve decidir.
Concordo, a mulher tem o direito de decidir o que quiser fazer
com seu corpo, no seu corpo. O que não se pode é atentar contra a vida do outro
mesmo estando no seu ventre; o primeiro direito de todos é o da vida, e seria
uma decisão totalmente egoísta, uma guerra silenciosa que só tem um lado, o da
mãe, sem chance do outro se defender.
Todos os que discutem essa questão tiveram a chance de nascer,
porque seus pais assim permitiram e sabemos que há vida desde o momento da
concepção, quando o óvulo é fecundado pelo espermatozoide, começando a
multiplicação das células, passando a zigoto, depois embrião, feto, vai crescendo, se desenvolvendo.
Segundo a pesquisa, a mulher que aborta tem entre 18 e 39
anos, é alfabetizada, de área urbana e de todas as classes socioeconômicas,
sendo que a maior parte (48%) completou o ensino fundamental e 26% tinham
ensino superior, não são tão ignorantes assim que não possam evitar caso não
queiram uma gravidez.
A segunda edição da Pesquisa Nacional de Aborto (PNA),
realizada em 2016 pelo Anis Instituto de Bioética e pela Universidade de
Brasília (UnB), aponta que 20% das mulheres terão feito ao menos um aborto
ilegal ao final da vida reprodutiva, ou seja, uma em cada cinco mulheres aos 40
anos terá abortado ao menos uma vez.
Esse número já é preocupante num país onde o aborto é crime.
Imaginem se for liberado, não será uma carnificina? Cada vez mais os jovens
estão tendo relacionamentos sexuais sem o uso do preservativo, tanto que o número
de doenças sexualmente transmissíveis estão voltando com toda força. Seis
doenças sexualmente transmissíveis em alta entre jovens brasileiros segundo
pesquisa - HIV/Aids; Sífilis; HPV; Gonorreia; Herpes genital; Hepatite B ou C
Cerca de 827 mil pessoas vivem com o HIV no país, e
aproximadamente 112 mil brasileiros têm o vírus, mas não o sabem.
O que falta é conscientização, sexo com responsabilidade para
evitar doenças e uma gravidez não programada.
Quando se engravida e não deseja a criança, preferível dar à
adoção. Hoje a Justiça do Rio de Janeiro lança campanha para alertar sobre
importância da adoção legal, caso a mãe não queira o filho; procura o conselho
tutelar e quando a criança nascer deixa no hospital e uma família já estaria
sendo preparada para ficar com o bebê. Por que assassinar? Se nós aceitamos que
uma mãe mate seu filho que ainda não nasceu sem chances de defesa, como podemos
dizer para outras pessoas que não matem umas às outras?
Síndrome pós-aborto...Maria Vilaça – Psicóloga; Aborto é um
stress pós traumático, gera sofrimento,
uma grande angustia e traumas àqueles que o praticam.
Mas seria essa liberação uma questão de saúde pública? Dizem
que seria necessário legalizar o aborto para evitar mortes de mulheres em
clinicas clandestinas. Será que elas também não viriam a óbito em clínicas
legais? Sabemos que em qualquer procedimento cirúrgico, até mesmo em uma
cirurgia simples estamos correndo risco, agora aumentando o numero desse procedimento,
aumentará o numero proporcionalmente de mortes de mulheres que abortam.
Até o momento não havia entrado nas questões religiosas, mas
o que nos diz a Doutrina Espirita?
Fomos todos criados por Deus, iguais, simples e ignorantes
com a finalidade de progresso. Hoje somos melhores do que fomos ontem, amanhã
seremos melhores do que somos hoje. A ferramenta para continuarmos esse
progresso se chama REENCARNAÇÃO.
Ah! Mas reencarnação é uma teoria do Espiritismo! Engana-se
quem pensa assim. Outras filosofias, outras doutrinas também defendem a reencarnação,
não é exclusividade do Espiritismo. Além dessas outras doutrinas defenderem a
reencarnação, como chave para o progresso, cientistas, estudiosos falam a
respeito. Na Universidade de Virgínia, nos EUA há pesquisas nesse sentido. Dr.
Ian Stevenson foi um cientista e professor de Psiquiatria. Sua pesquisa, com mais de 3.000 estudos de
casos de reencarnação, fornece evidências discutidas por ele, apoiando essa
possibilidade.
Dr. Brian Leslie Weiss é um psiquiatra e escritor
norte-americano. Suas pesquisas incluem os temas reencarnação, terapia de vidas
passadas, regressão a vidas passadas e sobrevivência do ser humano após a
morte.
O livro “O
biocentrismo: como a vida e a consciência são as chaves para entender a
Natureza do Universo” causou furor porque tinha uma noção muito
perfeita de que a vida não termina após a morte do corpo e que pode durar para
sempre.
O autor desta publicação, cientista Dr. Roberto Lanza, eleito
o terceiro mais importante cientista do New York Times, não tem dúvidas de que
isso é totalmente possível.
Documentário “O grito
silencioso” apresentado pelo Dr. Nathanson, famoso médico ginecologista e ex abortista
norte americano, depois de gravar o procedimento de aborto realizado por ele,
percebendo que o feto tentava fugir da máquina sugadora, resolveu parar com a
prática e trabalhar em favor da vida.
Helen Wambach, psiquiatra, fez sua pesquisa com 1.100 pessoas
numa universidade dos Estados Unidos, regredindo pessoas até o ventre da mãe
para que pudessem descrever o sentimento da genitora durante a gestação. Alguns relatos:
·
“Senti
que minha mãe estava atemorizada e com real ambivalência quanto a ter um bebê.”
·
“Senti
que ela (mãe) estava muito nervosa, mas sem razão. Senti que ela queria que eu
fosse algo especial e que tudo corresse bem comigo. Estranho, percebi que ela
ficou aborrecida com o médico por atrasar-me.”
·
“Dei-me
conta de que mamãe chorou muito e não me queria, na realidade.”
·
“Quando
você me perguntou sobre as emoções da minha mãe, senti extremo receio por parte
dela.”
·
“Dava-me
conta de que minha mãe estava muito amorosa e disposta a me receber.”....
Aborto: O Livro dos
Espíritos (n.357 a 359)
357. Que conseqüências
tem para o Espírito o aborto?
“É uma existência
nulificada e que ele terá de recomeçar.”
358. Constitui crime a
provocação do aborto, em qualquer período da gestação?
“Há crime sempre que
transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime
sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que
impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo
que se estava formando.”
359. Dado o caso que o
nascimento da criança pusesse em perigo a vida da mãe dela, haverá crime em
sacrificar-se a primeira para salvar a segunda?
“Preferível é se
sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe.”
A reencarnação é a
chave para explicarmos as diferenças, se acreditamos num Deus de amor e
bondade. Através da varias vivências, vamos aprendendo, principalmente,
adquirindo virtudes, aparando arestas em convivências com os que nos foram
caros em vidas anteriores e é, por isso, a importância do esquecimento. Embora
não lembremos, o convívio é difícil, os sentimentos negativos contra o outro de
forma gratuita tem explicação - está no pretérito.
Se a reencarnação é
para podermos continuar nossa evolução, não podemos impedir o Ser de continuar sua jornada e,
de acordo com o Espiritismo, como já dissemos, o Espírito está ligado desde o
momento da concepção.
Aprendemos que uma das
nossas necessidades para o progresso é justamente de nos livrarmos do orgulho e egoísmo que atravancam nosso progresso, justamente essas
mazelas que fazem com que uma mãe pense mais nela e pratique o aborto.
Nós, espíritas,
esperamos que os seres humanos possam elevar o padrão do seu comportamento
moral, de modo a banir toda forma de
violência, inclusive essa, que é uma das mais cruéis - o aborto. Assim, poderemos viver o sentimento sublime do Amor, em
todas as latitudes do Planeta.
Sandra Fiore