Para
falarmos da imortalidade da alma, necessário antes abordarmos a morte do corpo,
assunto tabu, ninguém gosta de falar de
algo que gera desconforto, principalmente quando se pensa que tudo acaba com
ela. Porém a morte do corpo é
inevitável, todos passaremos por isso, porém quando se sabe que sobrevivemos a
ela, traz alívio, conforto.
A
imortalidade da alma é um dos pilares da doutrina espírita, mas não é
exclusividade de quem segue o espiritismo, porque muito antes já se falava
sobre a sobrevivência da alma após a morte do corpo, apenas Kardec estudou de
forma sistemática.
O
que nos ensina a doutrina codificada por Kardec é que quando deixamos a matéria
retornamos à vida espiritual que seria a verdadeira vida do espírito.
Quando
Jesus foi crucificado houve a ressurreição do espírito, ou seja, Ele ressurgiu
para a vida espiritual, essa ideia já era aceita pelos Hebreus, tanto que
Flavio Josefo historiador e contemporâneo de Jesus, deixa em seu livro “História
dos Hebreus” o seguinte:
Ø É
verdade que nossos corpos são mortais, porque são feitos de uma matéria frágil
e corruptível; mas nossas almas são imortais e participam de algum modo da
natureza de Deus.
Há várias
passagens nas escrituras que falam da
ressurreição da alma que vem corroborar.
Ø Lucas
20.37: 39 Quanto aos mortos
ressuscitarem, Moisés já o mostrou no relato da sarça, no momento em que ele se
refere ao Senhor como ‘Deus de Abraão, Deus de Isaque e Deus de Jacó’.
Portanto, Deus não é Deus de mortos, mas sim de vivos, pois para Ele todos
vivem”. Então, alguns dos mestres da lei se manifestaram exclamando: “Mestre,
falaste muito bem!”
Outra
passagem é quando Maria de Magdala ao buscar a tumba de Jesus e não encontra
seu corpo, porém Ele lhe surge trazendo exatamente a realidade da ressurreição
do espírito e foi ela, uma mulher que levou a notícia a todos os outros. Ela com certeza o viu através da sua
mediunidade, porque quis tocá-lo, mas ele disse não ser possível porque ainda
não havia ido ao Pai, sinal que estava em espírito.
Os hebreus que tinham consciência sobre imortalidade e
transmigração da alma, mas não sabiam como se dava esse processo como ficou
claro na conversa com Nicodemos, um doutor da lei que pergunta como é
possível um homem velho entrar novamente no ventre de sua mãe?
Há outra passagem nas escrituras que, quando Jesus está com Pedro e aos irmãos Tiago
e João, no monte, quando o mestre transfigurado, aparecem para eles Moises e
Elias.
Essa
crença da imortalidade da alma é bem antiga, não se sabe na história quando
começaram com essa ideia de que o espírito sobrevive a morte do corpo.
Foram
encontrados vestígios a partir do período neolítico (12000 a.C a 4000 a.C)
pelos ornamentos, armas, alimentos deixados perto dos mortos.
No
Egito Antigo, já havia essa convicção através dos embalsamentos, escrituras,
pinturas deixadas nas paredes. Tanto que o figo um alimento importante para os
Hebreus, Gregos, Egípcios e os faraós determinavam que deixassem figos secos
nas tumbas para alimentarem suas almas na viagem à espiritualidade.
Na
Índia também havia a crença da imortalidade da alma, os Hindus, os Budistas acreditavam na metempsicose,
quando a alma poderia voltar em outras formas que não fosse só a humana, como
vegetais e animais. Para os espiritas
isso seria um retrocesso, portanto a ideia de metempsicose é uma teoria
esotérica.
Grandes
filósofos defenderam a imortalidade da alma como Pitágoras, Tales de Mileto, Sócrates,
Platão (mundo das ideias), Santo Agostinho, Tomás de Aquino, assim como todos
que defendem a reencarnação, acreditam, portanto, na imortalidade da alma. Na
França, o famoso autor Honoré de Balzac, escreveu uma novela inteira sobre a
reencarnação, Serafita. Nela, Balzac afirma: “Todos os seres humanos passam
por vidas anteriores. O escritor Russo
Leon Tolstói escreveu: “Assim como vivemos através de milhares de
sonhos em nossa vida atual, do mesmo modo nossa vida atual é apenas um dos
milhares dessas vidas nas quais entramos depois de uma outra vida mais real.
O americano dos automóveis, Henry Ford, certa vez disse a um repórter de
um jornal: “Eu adotei a teoria da reencarnação quando tinha vinte e seis
anos”. Ford continuou: “A genialidade é um produto da experiência.
Alguns parecem pensar que se trata de uma dádiva ou talento, mas ela é fruto de
uma longa experiência acumulada em muitas vidas”.
Não
há outra forma de compreendermos a vida futura, a felicidade como
espíritos imortais como vivendo as várias experiências corporais.
É
muito triste para quem é existencialista, niilista como o caso do
filosofo Sartre e sua esposa Simone de Beauvoir, quando ela deixa em um dos
seus livros (A Força das coisas) sua
tristeza ao saber que tudo que ela viveu iria acabar com sua morte. A
romancista e filósofa entendia a metafísica como uma atitude, bem aos moldes
existencialistas. Metafisica é o que transcendem a experiência sensível.
É um estudo filosófico iniciado por Aristóteles, que passou a tentar
compreender o que chamava de “ser enquanto ser” sem necessidade de intervenção
prática.
Como provar a imortalidade
da alma.
1.
Manifestação dos Espíritos...como
o dia de Pentecostes...Chico Xavier e as várias cartas recebidas com requintes
de detalhes dos que já haviam desencarnado.
2.
Materialização dos espíritos....Kate
King...Padre Zabeu
3.
Regressão de memória...Dr.
Brian Weiss
4.
Memorias extra cerebrais espontânea...Dr.
Stevenson e os casos catalogados
5.
EQM – Estado de quase
morte
6.
Emancipação da alma
(desdobramentos)
Podemos dizer que, por mais evidencias que possa haver, se não
estivermos dispostos a raciocinar, a refletir, a questionar, buscar resposta logicas, continuaremos na ignorância das coisas
espirituais.
Sandra Fiore
Nenhum comentário:
Postar um comentário