sábado, 26 de outubro de 2013
domingo, 6 de outubro de 2013
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Homenagem ao Wallace Leal Rodrigues por Rosinha R. Toledo.
Mocidade Espírita de Araraquara – Uma
pagina de saudades com nosso querido Wallace.
Recuando no tempo (década de 40),
recordo-me do Wallace descendo a avenida 15 de novembro, juntamente com Sra.
Ninira, sua irmã e mais algumas pessoas.
A eles
juntávamos eu, minha mãe e mais alguns irmãos que vínhamos da Avenida D. Pedro.
O destino era, irmos ao Centro Espirita situado mais abaixo naquela avenida.
Àquele tempo, os trabalhos mediúnicos eram realizados de portas abertas com
acesso a todos que ali quisessem entrar.
Esse foi o
meu 1º contato com o Wallace. Passado algum tempo, a vida encarregava-se de nos
afastar, raramente o via pela cidade, embora ouvisse sempre referências
elogiosas a seu respeito no campo das realizações culturais e filantrópicas.
Já em
18/07/1948 quando da instalação do I Congresso de Mocidade Espirita do Brasil
no Teatro João Caetano – SP, de Araraquara se fizeram representar Dr. Ayrton de
Toledo e Wallace L. Rodrigues, tamanho o seu engajamento no movimento espirita.
Tornei-me
espirita lá pelos idos de 1949, mais precisamente em 10/09 e fui muito bem
recebida na recém-nascente Mocidade Espirita.
Formara-se
um grupo de jovens que unidos, definiriam as metas norteadas do movimento
espirita em Araraquara nos setores da Evangelização Infantil. Mocidade e
Centros Espiritas, igualmente sendo responsáveis pela Fundação da União
Municipal Espirita (U.M.E.).
Embora de
formação espirita desde a infância, somente lá pelos anos de 1950, pudemos
contar com a presença e participação desse querido companheiro Wallace na
Mocidade à qual imprimiu grande dinamismo. Sua interferência, aliada à ajuda e
entusiasmo de todos, a Mocidade pode contar com a presença ilustres de alguns
cientistas, filósofos, escritores de renomes nacionais e internacionais. Como
exemplo citaríamos entre outros, Pietro Ubaldi autor da monumental obra “ A
grande síntese” além do jovem e promissor Divaldo Pereira Franco e o deputado
Campos Vergal.
Sua
participação na mocidade foi multifacetária, nos campos da cultura, das artes,
do lazer e estudos com pesquisa e investigações.
Em 1951 os
jovens reunidos decidiram sobre a importância da criação de um órgão de
divulgação de suas atividades e dos postulados da Doutrina Espirita. E foi,
portanto lançado um pequeno periódico ao qual deram o nome de Folha
Juventina. No 1º. Numero na capa, logo
abaixo, Wallace escreve:
“Não tenho
queda para reportagens. Para crônicas, sim! Acho apaixonante escrever para as
gerações que virão. Escrever para homens e mulheres do meu tempo,
acontecimentos e iniciativas, experiências a frustações. Sei que um dia, a
coletividade desta “Toca do Sol” será toda espirita. Nesse dia, muitos
desejarão saber como cresceu a árvore Evangelho Kardeciana nesta terra. “A
Folha Juventina” contará”. (Palavras proféticas)
Ficaríamos
aqui escrevendo paginas e paginas sobre a importante participação desse querido
companheiro de ideal, que fez nascer entre Ele e nós, já amigos, uma grande
camaradagem cimentada na amizade verdadeira e respeito.
Aos domingos
costumávamos passar o dia praticamente juntos, desde as reuniões doutrinárias
matinais, seguidas de passeios à tarde e culminando nas sessões de cinema.
Que dias
inesquecíveis aqueles! Creio que para nós e para Ele, foi um tempo bastante
proveitoso e feliz.
O meu
relacionamento pessoal com Wallace estreitou-se sobremaneira, devido aos
constantes conversas, trocas de ideias e impressões, ou talvez por razões que
se perdem na esteira do tempo. Por ter Ele um espirito muito investigativo e
incomodar-me com aquilo que não suscita respostas às minhas duvidas e
curiosidade, assediava o querido amigo Wallace com muitas indagações.
Certa vez, Wallace
disse-me que havia terminado um livro, mas que estava com duvidas quanto ao
nome. Pediu-me se eu
aceitaria opinar sobre o assunto, o que já fora solicitado a algumas pessoas.
Naturalmente aceitei, mas tive que lê-lo. Estava ainda no original, com algumas
correções a serem feitas. Os nomes propostos eram: “O que veio por ultimo” ou
“Esquina de pedra”.
O assunto
versava sobre o nascimento do cristianismo e posteriormente sua adulteração
selada no Concilio de Niceia com a nomenclatura de Catolicismo de caráter mais
politico que religioso.
Como houve
consenso nas opiniões solicitadas, sagrou-se o nome “ Esquina de Pedra”.
Intrigada
com a qualidade e diversidade de informações e situações de certos detalhes
apresentados no livro, quis saber Dele algumas explicações.
-
Como, onde, quem lhe fornecera tão vasto material Wallace? E Ele responde.
- Rosinha,
eu estava e me sentia lá.
Posteriormente
a publicação do livro, Ele incluiu no final do mesmo, uma nota da qual o ultimo
paragrafo passo a transcrever.
“Este livro, escrito sob forte vibração espiritual foi
enriquecido por esses informes (da nota) quando já havia sido terminado.
Acreditamos firmemente que todos os acontecimento e personagens presentes são
reais e que os acontecimentos foram apenas suavizados, uma vez que nos sentimos dentro das cenas ao
escrevê-lo. Varias das personalidades retratadas já foram detectadas por nossa
sensibilidade. Todavia, isto não quer dizer absolutamente que A Esquina de Pedra, seja um
livro psicografado.
Ainda nesta
semana conversando com Carlos Alberto ex-secretário e amigo do Wallace, para
poder escrever esta crônica, não só confirmou a veracidade das minhas
informações, como acrescentou que o nosso amigo em comum, assegurava-lhe que
tinha a faculdade dos desdobramentos constantes, narrando-lhe sobre algumas
vidas que intuíra ter. Em relação ao livro “A ESQUINA DE PEDRA , garantiu-lhe
ter sido um soldado romano e testemunha das grandes perseguições aos cristãos
da época.
Isto me
tranquilizou quanto à autenticidade das minhas afirmativas, já confirmada
também por outros amigos que conviveram conosco na Mocidade Espirita.
Lá pela
década de 70, encontramo-nos e numa conversa usual, Ele falou-me que estava
esperando umas copias que viriam de Londres e que tratavam das experiências de
Sir Willian Crooks, um dos maiores sábios da época sobre materializações.
- E
como você obteve esse material? Perguntei curiosa.
- Talvez
movido por forte interesse pelo assunto, desdobrei-me e fui até Londres
constatando que aquele precioso acervo estava à salvo. Respondeu Wallace
Após a
publicação do livro lê-se no prefacio:
“O
trabalho foi árduo. A nosso favor tínhamos apenas as antigas coleções de órgãos
espíritas dos arquivos schutelianos, e, inesperadamente, a descoberta de que os
bombardeios de Londres não tinham destruído de todo as chapas fotográficas que
Mr. Harrison, editor do "The Spirítualist" e o próprio Sir William
Crookes haviam batido. Obter cópias foi um trabalho de obstinação.”
Eu estava no
Colégio Progresso fazendo um curso complementar e o professor de Pedagogia
pediu-nos um trabalho sobre um pedagogo famoso. Sem duvidas escolhi Pestalozzi,
pois não há apenas um simples elo sentimental casual entre este o pedagogo e
Kardec, ambos discípulos do mesmo Mestre que a todos nos inspira, Jesus.
Sabia que o
Wallace estava participando de um concurso à nível nacional, sobre esse famoso
educador. Solicitei-lhe algumas informações a respeito, e Ele atencioso como
sempre, emprestou-me o original do seu trabalho. Até hoje guardo com carinho os
apontamentos que completaram satisfatoriamente o meu trabalho e fiquei muito
feliz em saber que Ele obteve a consagração com o 1º lugar, merecidamente.
Curiosa como
sou, nesse papo de como, quem, quando, Ele informou-me.
- Eu
me via junto à Pestalozzi às margens do Lago de Genebra, conversando
amigavelmente. E dessa forma foram obtidas certas particularidades e
informações. ( Ele tinha facilidade no processo de desdobramento como
já dissemos anteriormente)
Outro
episodio pitoresco ocorrido que Ele frequentemente nós narrava.
-Sabe
Rosinha, eu me vejo numa bela carruagem onde estão sentados ao meio Napoleão
Bonaparte, ladeado por Madame de Stael (romancista e ensaista francesa que
incorporou como poucas mulheres o espírito do Iluminismo francês) e a mulher
mais linda da França.
Empolgado e
envaidecido Ele diria:
- Estou
entre uma das maiores inteligência e de mais exuberante beleza da França.
Ao que eu
lhe respondia:
- Infelizmente
não posso dizer o mesmo!
Notava que Ele sentia um grande
prazer ao contar-me esse episodio. São conhecidas as diferenças entre Napoleão
e Madame de Stael, daí o sorriso como uma pequena vingança. Isto porque Wallace
sentia fortes indícios de ter sido a famosa escritora.
Passaram-se
alguns anos e lá pela década de 80, soube que Wallace se encontrava doente.
Naquela época eu era Coordenadora da Mocidade Espirita da Obreiros do Bem.
Então preocupada com as condições de sua saúde e igualmente saudosa, achei
oportuno levar o presidente da Mocidade o Sr. Braz a conhecê-lo e sugerindo-lhe
que pedisse a permissão para uma entrevista a respeito de sua biografia.
Telefonei-lhe
sobre minha intenção, pois Ele já estava restrito quanto às visitas. Felizmente
anuiu como sempre fazia quando solicitava-lhe algo. Marcamos dia e hora. Fomos
recebidos com cortesia e quanto ao objetivo que ali nos trouxera além da visita,
argumentou ser melhor aproveitar aquele encontro com um papo mais agradável e
descontraído e que ele mesmo escreveria sua biografia entregando-a assim que tivesse
pronta. E assim aconteceu.
Depois de
algum tempo de conversa agradável, Wallace apontou-me um baú num canto,
desafiando-me a dizer o que se encontrava lá.
-
Olha Wallace, vindo de você, poderá ser até as Tabuas da Lei! Sorri.
- Não
Rosinha, mas é algo de suma importância. Trata-se de um livro de Mlle Clarie
Baumard, cuja tradução e prefacio redigido por Ela demonstrou ser de grande
valor histórico. Essa senhora eficiente secretária e também grande amiga de
Leon Denis e revela que no decorrer dos anos em que exerceu suas funções junto
ao escritor já cego, redigiu um Diário, ao qual não recorreu para a leitura de
sua obra. Deixava para os mais capazes e admiradores, trazerem ao mundo, a
síntese de sua extraordinária obra e impar personalidade.
Há dois
prefácios no livro: um explicativo do Wallace, mas extenso, fornecendo-nos
informações valiosas sobre a vida de homens que preludiaram o advento da 3ª.
Revelação. Coloca o Espiritismo num contexto histórico tornando mais
compreensível o seu surgimento do Luzeiro prometido pelo Mestre Jesus. O outro
prefacio de Sir Arthur Conan Doyle também enaltece a figura desse notável
Apostolo.
Achei o
Wallace inconformado pela autora não querer valer-se de seu Diario. Dizia Ele:
- Em
que mãos estariam agora o precioso documento (Diário)?
Desapontado escreveria ao lado de seu
prefacio – “O que o livro de Clarie Naumard não contou....”
Conhecendo-o bem, estranhei Ele não ter conseguido localizar o
paradeiro de tal preciosidade.
Estaria o
nosso Sherlock Holmes do espiritismo perdendo o faro?
No dia do
lançamento do livro “Leon Denis na
intimidade”, realizado na banca espirita que fica em um das praças centrais
de Araraquara, eu me ofereci para ir busca-lo de carro, pois suas condições
físicas não o permitiam ir à pé. Assim procedi e trazendo-o após o termino com
meu exemplar debaixo do braço, devidamente
autografado com dedicatória.
“Para minha
queridíssima Rosinha, com o beijo e o coração “Wallace
Guardo-o com
muito carinho e saudades.
Finalizando,
arrojo-me o direito de tecer algumas impressões a respeito do meu caro amigo
Wallace, embora sem as suas condições culturais de pensar e se expressar que
tanta admiração causava a todos. Por isso vou me utilizar de outro instrumento,
o coração, que através de palavras simples e singelas, chegue até o seu, esse
órgão da fé e da esperança e com o qual divisamos os verdadeiros amigos.
Dando asas à
imaginação, como numa comparação analógica, sempre via o Wallace assimilando-se
a um pássaro multicor de exuberante e linda plumagem, preso numa gaiola
dourada; por vezes feliz e saltitante diante dos olhares maravilhados de sua
beleza e maravilhoso canto; outras vezes, entristecido, pois apesar da
admiração causada e sabendo-se ser um ornamento raro, sofria com os grilhões da
prisão e por atitudes intempestivas de crianças, jovens e até de alguns adultos
totalmente distanciados do respeito, da sensibilidade e, sobretudo do amor.
A dualidade
de sentimentos nos surpreende a cada passo. Quando merecer disfrutar a
felicidade completa? Nos bem sabemos; quando a conquistarmos e ela exige
esforço, luta, desapego, equilíbrio, enfim, evolução espiritual. Mas ainda
somos seres humanos fragilizados principalmente nas nossas emoções.
Ah! Se
tivéssemos o condão de perscrutar a alma nos seus escaninhos mais profundos.
Quem poderá prever as lagrimas de alguém, mesmo estando em situação
privilegiada?
Maria Dolores,
com sua extrema sensibilidade, através da psicografia de Chico Xavier, nos
brindou com uma verdadeira perola de
sabedoria – O poema “Erros de Amor” do qual extrai uma estrofe que nos leva à
reflexão.
“Entre
o afeto que sonha e o dever que governa,
Quando
conflito surge e quanto anseios vem!
Quando a dor
de ser só escurece o caminho
Ninguém pode
prever as lagrima de alguém...”
O
nosso belo pássaro, inconformado com seu destino, debatia-se, machucando as
asas nas grades da gaiola na inútil tentativa de quebra-la. Queria voar, ver o
sol frente a frente, contornar as estrelas, sentir mais próximo o suave perfume
das flores e o êxtase do amor; desfrutar do direito de não ser caçado,
perseguido, aprisionado, discriminado, enfim, viver intensamente a sua
sensibilidade.
A
ave mais ferida por expectativas e sonhos, não realizados, torna-se prisioneiro de si mesmo e
contrapondo-se à expressiva contribuição ofertada para a valorização das coisas
enriquecedoras, continuou machucando-se, machucando-se sem ter realizado a
plenitude de vida almejada.
Um
dia encontraram-no muito ferido e morto.
Os
que passavam diziam:
-
Olhem o pássaro de impar beleza, que tanto enriquecia nossas vidas, que alegria
e felicidade ele nos proporcionava. Que grande perda, sentiremos muitas
saudades.
Alguém
retrucou – Deus que é justiça e
misericórdia, não deveria permitir essa
morte tão triste! Disse outro:
-
Pois foram exatamente esse tributos Divinos que proporcionara-lhe condições
para a devida reabilitação e reduzindo sua liberdade que tantos perigos
oportunizam. Deus protegeu-o meu caro, dos outros e dele mesmo. Porventura não
somos todos igualmente prisioneiros dos corpos que merecemos?
Que
você querido amigo Wallace, capte através da acústica do seu sensível espirito,
hoje livre, a verdadeira intensão dessa pequena e sincera oferenda, de sua
amiga Rosinha.
Rosinha de Toledo
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Em Outubro a União Espirita Paschoal Grossi de Araraquara realiza o mês espirita em homenagem ao codificador da Doutrina Espirita Allan Kardec que faria aniversário neste mês, mas precisamente no dia 03/10. Há varias atividades diferenciadas na casa entre palestras, musicas, teatro, e neste ano haverá também o seminário sobre Expositor Espirita e convida à todos que queiram participar, que façam suas inscrições pelo telefone (16) 3335-7191.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
A
PSICOMETRIA ANTE OS DESAFIOS DA
SENSIBILIDADE PSÍQUICA por Jorge Hessen
Recentemente
Maria Rosa Busi, uma médium italiana, desvendou o enigma do desaparecimento de
Chiara Bariffi ocorrido em 2002, após "ouvi-la". Busi que levou a
polícia até o corpo de uma mulher no fundo do Lago, disse - em depoimento à
Justiça de Roma - que uma visão permitiu que ela elucidasse um mistério que já
durava quase três anos. "A médium afirma ter poderes clarividentes, foi
contatada pelos pais da vítima no início deste ano, para tentar descobrir o que
havia acontecido com a filha deles. Eles lhe deram uma fotografia de Chiara,
que tinha por volta de 30 anos quando desapareceu, sem deixar notícias nem
pistas".(1)
Busi disse
no tribunal ter "captado" os últimos momentos da vida de Bariffi
antes que ela caísse no lago com seu carro, no fim de 2002. E explicou:
"Eu fui ao lago e vi o que aconteceu... Eu a escutei, eu a vi e desenhei
um mapa", disse Busi à Agência Reuters, que divulgou o fato. "Ninguém
achou que ela estivesse no lago. Quando vi a foto, soube que ela tinha
morrido", disse Busi. "Sou clarividente. Posso dizer quando alguém
está vivo ou morto".(2) O caso era para a polícia bastante misterioso,
levantou-se a tese até de homicídio e até suicídio foi colocado como hipótese,
já que Chiara estava com problemas de ordens emocionais. Seus pais tinham sido
informados que Chiara havia saído do país e vivia atualmente na Espanha.
Busi se
recusou a dizer o que teria motivado a morte de Chiara. Ela só disse isso à mãe
da vítima. Mas sugeriu que o tempo ruim perto do lago provavelmente desempenhou
um papel no destino de Chiara.(3)
Estamos
diante de típico fenômeno de psicometria(4) que a rigor não é faculdade comum
em nossos círculos de atividade, uma vez que só a possuem pessoas dotadas de
aguçada sensibilidade psíquica. Nossa atual condição espiritual, ainda
deficitária, não permite esses admiráveis recursos perceptivos.
O termo
psicometria foi criado em 1849 pelo médico norte-americano J. Rhodes Buchanan.
Ele pesquisou e realizou durante vários anos uma série de experiências, mas
somente depois de algum tempo, observando os efeitos do fluido magnético com
pacientes sonâmbulos, chegou a conclusões cabais.
Na definição
do livro Nos Domínios da Mediunidade de André Luiz, psicografado por Francisco
Cândido Xavier, psicometria significa registro, apreciação de atividade
intelectual. Entretanto, nos trabalhos mediúnicos, esta palavra designa a
faculdade de ler impressões e recordações ao contato com objetos comuns. O
Espírito Áulus relata que o pensamento espalha suas próprias emanações em toda
parte a que se projeta, deixando vestígios espirituais onde são arremessados os
raios da mente. Como o animal, que deixa no próprio rastro o odor que lhe é
característico, tornando-se, por esse motivo, facilmente abordável pela
sensibilidade olfativa do cão. O orientador prossegue dizendo que as marcas da
individualidade de cada um vibram onde se vive e por elas provocam o bem ou o
mal naqueles que entram em contato.(5)
No livro
Mecanismos da Mediunidade, psicografada por Chico Xavier e Waldo Vieira, ditada
pelo espírito André Luiz, esclarece que a psicometria é a faculdade de perceber
o lado oculto do ambiente e de ler impressões e lembranças ao contato de
objetos e documentos. Cita ainda a importância da harmonização entre encarnados
e descarnados neste tipo de trabalho, caso contrário pode-se anular a
possibilidade de êxito, fugindo dos verdadeiros propósitos. Acrescenta também
que pode ser usada em desaparecimento de uma pessoa que não deixou pistas. Por
intermédio de um objeto pertencente à vítima, o médium consegue captar a
personalidade e fisionomia do proprietário e reporta-se ao seu desaparecimento,
podendo até mesmo descobrir seu desencarne e o local onde seu corpo se
encontra. Isso porque os objetos adquirem um fluido pessoal humano.(6)
(grifamos)
Quando tocamos
num objeto, imantamo-lo com o fluido que nos é peculiar. E se, além do simples
toque ou uso, convertermos inadvertidamente esse objeto, seja um livro, uma
foto, uma jóia ou, em ponto maior, uma casa ou um automóvel em motivo de
obsessiva adoração, ampliando, excessivamente, as noções de posse ou
propriedade, o volume de energias fluídicas que sobre o mesmo projetamos é de
tal maneira acentuado que a nossa própria mente ali ficará impressa. E dessa
forma, em qualquer tempo e lugar, a nossa vida, com méritos e deméritos,
desfilará em todas as suas minúcias ante o «radar» do psicômetra.
Há um
extraordinário estudo de Ernesto Bozzano contido no livro «Enigmas da
Psicometria», através de cuja leitura nos deparamos com impressionantes
narrativas, algumas delas abrangendo até mesmo fases remotas da organização
planetária terrestre. Para Bozzano o processo pelo qual é possível, ao
psicômetra, entrar em relação com os fatos remotos ou próximos, pode ser
explicado de duas maneiras principais: uma parte dos fatos e impressões é
retirada da própria aura do objeto; outra parte é recolhida da subconsciência
do seu possuidor mediante relação telepática que o objeto psicometrado
estabelece com o médium. Não é importante que o possuidor esteja encarnado ou
desencarnado. O filósofo italiano relata casos que demonstram haver relação
psicométrica entre pessoas vivas, animais, vegetais e a matéria inanimada, e
também casos de fenômenos telestésicos (sensações à distância).(7)
No início da
década de 1970 o prof. W.H. Tenhaeff da Universidade de Utrechet pesquisava a
mediunidade de Croiset. - O jornalista Allan Vaughan acompanhou Croiset e fez
filme sobre o médium em que procurou comprovar sua faculdade mediúnica para
clarividência e psicometria. Vários pesquisadores psíquicos acompanharam o
médium holandês sem nunca terem constatado nenhuma fraude. Alguns jornais de
sua época que noticiaram seus fenômenos: Daily Express, Evening Standard,
Evening News. - O Diário de Notícias, do Rio, de 04 janeiro 1964 noticiou os
prodígios realizados pelo médium holandês. - O Globo de 21 dezembro de 1963
traz depoimento do inspetor de polícia David von Woudenberg sobre o assunto.
"São
muitos casos complexos de pessoas desaparecidas que têm encontrado soluções nas
intervenções dos sensíveis médiuns de psicometria. Daí anteciparmos uma certeza
inalienável, de futuro a psicometria se consubstanciará em um instrumento
valioso para elucidação de casos, porque não dizer policiais e outros quaisquer
que têm desafiado a inteligência humana".(8)
FONTES:
1-
Http://www.espacovital.com.br/novo/noticia_ler.php?idnoticia=1370 Psicometria
(Grego: psykhé, alma; metron, medida), é a capacidade de identificar a
informação contida nos objetos, ambientes e pessoas, através da leitura das
energias presentes nos mesmos. Xavier, Francisco Cândido. Nos Domínios da
Mediunidade, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2002.
2- Idem
3- Idem
4-
Psicometria (Grego: psykhé, alma; metron, medida), é a capacidade de
identificar a informação contida nos objetos, ambientes e pessoas, através da
leitura das energias presentes nos mesmos.
5- Xavier,
Francisco Cândido. Nos Domínios da Mediunidade, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2002.
6- Xavier,
Francisco Cândido e Vieira Waldo. Mecanismos da Mediunidade, Rio de Janeiro:
Ed. FEB, 2000.
7- Sobre o
tema Camille Flammarion, astrônomo francês, fez um sério estudo dos fenômenos
de telepatia (ou telestesia como preferia denominar), isto é, "ser
advertido, por uma sensação qualquer, de uma coisa que se passa ao longe".
8- Hessen, Jorge. Luz na Mente, Brasília: Ed.
Edicel, 2000, Cap. Falando de Psicometria, pág. 93
sábado, 10 de agosto de 2013
Dr Bezerra de Menezes Fala Sobre Homossexualismo e Sexo
-“Alcança número muito maior de criaturas, na Terra, como no
Além, do que se possa imaginar... Contam-se aos milhões, no mundo, padecendo
conflitos desta natureza, que ainda não encontraram compreensão adequada, nem
estudo conveniente das Doutrinas que lhe investigam as causas, procurando
soluções. Por enquanto, travam-se lutas entre a coarctação e a liberação do
comportamento daqueles que estagiam nas áreas conflitantes do sexo. Os
apologistas da proibição aferram-se a códigos morais caducos e impiedosos, nos
quais a pureza é sinônimo de puritanismo, e os outros, que lideram o esforço em
favor dos direitos da funcionalidade aberta, primam pela agressão moral, pela
alteração de valores, pela imposição da sua conduta, nivelando todos os
indivíduos em suas carências afetivas e estruturais, proclamando a hora da
promiscuidade e da chalaça. Apresentam-se muitos indivíduos que se deixam
conhecer, como motivo de escárnio, ao invés de lutarem pela conquista
igualitária de espaço; ou de risota, ostentando deformidades que resultam dos
comportamentos alienados, pedindo generalização dos costumes nos quais a
conduta enfermiça deveria tornar-se padrão para todos. O respeito e a linha de
equilíbrio devem viger no homem, em qualquer compromisso de relacionamento
estabelecido. Enquanto, porém, o sexo se mantiver na condição de produto para
venda e a criatura permanecer como objeto de prazer, a situação prosseguirá nos
seus efeitos crescentes, mais amplos e dolorosos do que aqueles que se
digladiam em nossa sociedade consumidora e inquieta. É natural que ressalvemos
as exceções valiosas e nobres que há em todos os campos e áreas de ação da
Humanidade (...). O sexo, em si mesmo, é instrumento excretor, a serviço da
vida. Programado pela Divindade para servir de veículo à“perpetuação da
espécie” nos seres pelos quais se expressa, tem sido gerador de incontáveis
males, através dos tempos, em face do uso que o homem, em especial, lhe tem
dado. Quando respeitado nos seus objetivos pelas criaturas e atendido pelo
instinto entre os animais, atinge as finalidades a que se destina, sem outras
consequências, qual ocorre também com as plantas...No atual estágio evolutivo
do Planeta terrestre, o ato sexual faz-se acompanhar de sensações e emoções, de
modo que propiciem prazer, facultando o interesse entre os seres, e assim
preenchendo a destinação a que se encontra vinculado. Não obstante, o vício e o
abuso sempre lhe seguem, como decorrência da mente que se perverte e o explora,
dando origem a capítulos lamentáveis de dor e sombra, que passam a assinalar a
conduta daqueles que o perturbam. Simultaneamente, devemos considerar que, em
sua realidade intrínseca, o Espírito é assexuado e sem preferência ou
psicologia especifica para uma ou outra experiência na organização física. Por
esta razão, a própria vida elaborou formas que se completam em favor da função
procriativa (...). A própria forma humana vigente hoje na Terra, é transitória
(...). Sendo superior o psiquismo na atualidade, portanto, o Espírito, este
imprime no corpo o que lhe é mais necessário para a evolução a que se destina,
assim elaborando órgão e compleição mais compatíveis com as suas finalidades
(...). De permeio, surge no laboratório das transformações, a interferência das
mentes, produzindo constituições assinaladas pelos transtornos do comportamento
anterior do Ser lúcido, que geram os tipos do hermafroditismo e da
bissexualidade, que passam a constituir organismo de reeducação para os seus
exploradores antigos, agora submetidos a provas de correção entre fortes
conflitos e áspera insegurança interior (...). Correspondendo a tais
circunstâncias, sempre do Espírito para o corpo e não deste para aquele, as
respostas orgânicas se fazem mediante os genes e cromossomos que estabelecem as
formas, sujeitas à ação do Ser reencarnado, de acordo com as suas necessidades
evolutivas (...) Seja, porém, qual a forma sob a qual se expresse o sexo na
vida, ele é departamento orgânico importante, credor de respeito e
consideração, não apenas máquina de satisfação dos instintos egoístas, imediatistas...
O seu uso deve ser regulamentado pela consciência dignificada, facultando ao
indivíduo o equilíbrio e a harmonia decorrentes da permuta de hormônios e de
afeto, sem que a vulgaridade e o barateamento lhe constituam razão
predominante. Além da responsabilidade pessoal, diversas implicações se fazem
assinalar pelos efeitos do relacionamento que envolve outros parceiros, cuja
conduta, muitas vezes, passa a ser o resultado da consideração ou do desprezo a
que são relegados por aqueles que os seduzem, enganam ou exploram. À medida que
o Espírito se eleva e se enobrece, o uso do sexo passa por significativa
alteração”. Nota:a íntegra deste parecer poderá ser lido na obra LOUCURA E
OBSESSÃO (feb, 86), do Espírito Manuel Philomeno de Miranda pelo médium Divaldo
Pereira Franco.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
ALGUMAS IGREJAS SE TORNARAM REFORMISTAS, MAS OUTRAS, APENAS
DIZIMISTAS – José Reis Chaves
O objetivo de
Lutero, frade agostiniano da Ordem dos Agostinianos, fundada por sto.
Agostinho, foi de reformar a Igreja. Realmente, ela estava precisando disso. E,
então, o seu movimento passou a ser chamado de Reforma. Daí, também, o nome de
Protestantes, pois, protestavam contra a Igreja.
Por causa das
dificuldades de comunicação da época, reinava uma grande confusão entre aqueles
que continuaram fiéis à Igreja e aqueles que passaram a seguir Lutero. Muitos
padres nem sabiam se estavam agindo como padres, ou se haviam se tornado
pastores protestantes, e vice-versa, havia pastores que não sabiam também se
eles eram mesmo pastores ou se eram
fiéis a Roma!
Diante do
“terremoto” que a Reforma criou no Cristianismo, a Igreja fez a sua Contrarreforma,
que foi o Concílio Ecumênico de Trento (1545-1563). Com ele, ela procurou
corrigir algumas de suas irregularidades. Criou disciplinas rigorosas para o
clero. E, na área doutrinária, confirmou como verdadeira a Bíblia fiel à
Vulgata Latina de são Jerônimo (410), que, até então, era a única, e que
continha e contém, até hoje, 73 livros, pois Lutero havia tirado dela 7 livros
e mais alguns textos de outros livros bíblicos. Daí que a Bíblia Protestante só
tem 66 livros.
E esse concílio
criou o dogma da Transubstanciação (presença real do Corpo de Jesus, na Hóstia
Consagrada, na Missa), contrapondo-se à Consubstanciação (presença simbólica do
Corpo de Jesus, no pão do ritual da Santa Ceia) dos protestantes, evangélicos,
e aceito pelos espíritas. Essa questão, juntamente com a divinização de Jesus,
é uma das que mais polêmicas têm causado. No concílio mencionado, a maioria dos
bispos votou na Consubstanciação. Mas prevaleceu a opinião do papa a favor da
Transubstanciação. O que foi dito sobre a Hóstia Consagrada e o Pão vale também
para o vinho: para os católicos: Transubstanciação. (Sangue real de Jesus).
Para os protestantes, evangélicos e espíritas: Consubstanciação. (Sangue
simbólico de Jesus). Os teólogos criaram recentemente dois novos termos, agora
simbólicos, para a Transubstanciação: Transignificação ou finalização (o Corpo
de Jesus seriam os fiéis). E os protestantes não aceitam todos os dogmas
católicos.
As Reformas são
sempre bem-vindas, se tornam as coisas mais perfeitas ou mais próximas da
verdade. Mas, às vezes, também, tornam piores outras. Por exemplo, a reforma da
Constituição do Brasil de 1988.
O Mestre dos
mestres nos ensinou que devemos adorar a Deus em Espírito e Verdade. E, sem
querer fazer sectarismo, apenas os cristãos espíritas seguem esse importante
ensino do Mestre da sabedoria da imortalidade.
A Igreja e as
Igrejas Protestantes fazem reformas. Mas algumas igrejas evangélicas,
gananciosas por dinheiro, o que mais elas têm feito são reformas dizimistas!
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