terça-feira, 1 de outubro de 2013

Homenagem ao Wallace Leal Rodrigues por Rosinha R. Toledo.

    Mocidade Espírita de Araraquara – Uma pagina de saudades com nosso querido Wallace.



  Recuando no tempo (década de 40), recordo-me do Wallace descendo a avenida 15 de novembro, juntamente com Sra. Ninira, sua irmã e mais algumas pessoas.
  A eles juntávamos eu, minha mãe e mais alguns irmãos que vínhamos da Avenida D. Pedro. O destino era, irmos ao Centro Espirita situado mais abaixo naquela avenida. Àquele tempo, os trabalhos mediúnicos eram realizados de portas abertas com acesso a todos que ali quisessem entrar.
            Esse foi o meu 1º contato com o Wallace. Passado algum tempo, a vida encarregava-se de nos afastar, raramente o via pela cidade, embora ouvisse sempre referências elogiosas a seu respeito no campo das realizações culturais e filantrópicas.
            Já em 18/07/1948 quando da instalação do I Congresso de Mocidade Espirita do Brasil no Teatro João Caetano – SP, de Araraquara se fizeram representar Dr. Ayrton de Toledo e Wallace L. Rodrigues, tamanho o seu engajamento no movimento espirita.
            Tornei-me espirita lá pelos idos de 1949, mais precisamente em 10/09 e fui muito bem recebida na recém-nascente Mocidade Espirita.
            Formara-se um grupo de jovens que unidos, definiriam as metas norteadas do movimento espirita em Araraquara nos setores da Evangelização Infantil. Mocidade e Centros Espiritas, igualmente sendo responsáveis pela Fundação da União Municipal Espirita (U.M.E.).
            Embora de formação espirita desde a infância, somente lá pelos anos de 1950, pudemos contar com a presença e participação desse querido companheiro Wallace na Mocidade à qual imprimiu grande dinamismo. Sua interferência, aliada à ajuda e entusiasmo de todos, a Mocidade pode contar com a presença ilustres de alguns cientistas, filósofos, escritores de renomes nacionais e internacionais. Como exemplo citaríamos entre outros, Pietro Ubaldi autor da monumental obra “ A grande síntese” além do jovem e promissor Divaldo Pereira Franco e o deputado Campos Vergal.
            Sua participação na mocidade foi multifacetária, nos campos da cultura, das artes, do lazer e estudos com pesquisa e investigações.
            Em 1951 os jovens reunidos decidiram sobre a importância da criação de um órgão de divulgação de suas atividades e dos postulados da Doutrina Espirita. E foi, portanto lançado um pequeno periódico ao qual deram o nome de Folha Juventina.  No 1º. Numero na capa, logo abaixo, Wallace escreve:
            “Não tenho queda para reportagens. Para crônicas, sim! Acho apaixonante escrever para as gerações que virão. Escrever para homens e mulheres do meu tempo, acontecimentos e iniciativas, experiências a frustações. Sei que um dia, a coletividade desta “Toca do Sol” será toda espirita. Nesse dia, muitos desejarão saber como cresceu a árvore Evangelho Kardeciana nesta terra. “A Folha Juventina” contará”. (Palavras proféticas)
            Ficaríamos aqui escrevendo paginas e paginas sobre a importante participação desse querido companheiro de ideal, que fez nascer entre Ele e nós, já amigos, uma grande camaradagem cimentada na amizade verdadeira e respeito.
            Aos domingos costumávamos passar o dia praticamente juntos, desde as reuniões doutrinárias matinais, seguidas de passeios à tarde e culminando nas sessões de cinema.
            Que dias inesquecíveis aqueles! Creio que para nós e para Ele, foi um tempo bastante proveitoso e feliz.
            O meu relacionamento pessoal com Wallace estreitou-se sobremaneira, devido aos constantes conversas, trocas de ideias e impressões, ou talvez por razões que se perdem na esteira do tempo. Por ter Ele um espirito muito investigativo e incomodar-me com aquilo que não suscita respostas às minhas duvidas e curiosidade, assediava o querido amigo Wallace com muitas indagações.
            Certa vez, Wallace disse-me que havia terminado um livro, mas que estava com duvidas quanto ao nome. Pediu-me se eu aceitaria opinar sobre o assunto, o que já fora solicitado a algumas pessoas. Naturalmente aceitei, mas tive que lê-lo. Estava ainda no original, com algumas correções a serem feitas. Os nomes propostos eram: “O que veio por ultimo” ou “Esquina de pedra”.
            O assunto versava sobre o nascimento do cristianismo e posteriormente sua adulteração selada no Concilio de Niceia com a nomenclatura de Catolicismo de caráter mais politico que religioso. 
            Como houve consenso nas opiniões solicitadas, sagrou-se o nome “  Esquina de Pedra”.
            Intrigada com a qualidade e diversidade de informações e situações de certos detalhes apresentados no livro, quis saber Dele algumas explicações.
            - Como, onde, quem lhe fornecera tão vasto material Wallace? E Ele responde.
            - Rosinha, eu estava e me sentia lá.
            Posteriormente a publicação do livro, Ele incluiu no final do mesmo, uma nota da qual o ultimo paragrafo passo a transcrever.
            “Este livro, escrito sob forte vibração espiritual foi enriquecido por esses informes (da nota) quando já havia sido terminado. Acreditamos firmemente que todos os acontecimento e personagens presentes são reais e que os acontecimentos foram apenas suavizados, uma vez que nos sentimos dentro das cenas ao escrevê-lo. Varias das personalidades retratadas já foram detectadas por nossa sensibilidade. Todavia, isto não quer dizer absolutamente que A Esquina de Pedra, seja um livro psicografado.
            Ainda nesta semana conversando com Carlos Alberto ex-secretário e amigo do Wallace, para poder escrever esta crônica, não só confirmou a veracidade das minhas informações, como acrescentou que o nosso amigo em comum, assegurava-lhe que tinha a faculdade dos desdobramentos constantes, narrando-lhe sobre algumas vidas que intuíra ter.  Em  relação ao livro “A ESQUINA DE PEDRA , garantiu-lhe ter sido um soldado romano e testemunha das grandes perseguições aos cristãos da época.
            Isto me tranquilizou quanto à autenticidade das minhas afirmativas, já confirmada também por outros amigos que conviveram conosco na Mocidade Espirita.
            Lá pela década de 70, encontramo-nos e numa conversa usual, Ele falou-me que estava esperando umas copias que viriam de Londres e que tratavam das experiências de Sir Willian Crooks, um dos maiores sábios da época sobre materializações.
            - E como você obteve esse material? Perguntei curiosa.
            - Talvez movido por forte interesse pelo assunto, desdobrei-me e fui até Londres constatando que aquele precioso acervo estava à salvo. Respondeu Wallace
            Após a publicação do livro lê-se no prefacio:
            “O trabalho foi árduo. A nosso favor tínhamos apenas as antigas coleções de órgãos espíritas dos arquivos schutelianos, e, inesperadamente, a descoberta de que os bombardeios de Londres não tinham destruído de todo as chapas fotográficas que Mr. Harrison, editor do "The Spirítualist" e o próprio Sir William Crookes haviam batido. Obter cópias foi um trabalho de obstinação.”
            Eu estava no Colégio Progresso fazendo um curso complementar e o professor de Pedagogia pediu-nos um trabalho sobre um pedagogo famoso. Sem duvidas escolhi Pestalozzi, pois não há apenas um simples elo sentimental casual entre este o pedagogo e Kardec, ambos discípulos do mesmo Mestre que a todos nos inspira, Jesus.
            Sabia que o Wallace estava participando de um concurso à nível nacional, sobre esse famoso educador. Solicitei-lhe algumas informações a respeito, e Ele atencioso como sempre, emprestou-me o original do seu trabalho. Até hoje guardo com carinho os apontamentos que completaram satisfatoriamente o meu trabalho e fiquei muito feliz em saber que Ele obteve a consagração com o 1º lugar, merecidamente.
            Curiosa como sou, nesse papo de como, quem, quando, Ele informou-me.
            - Eu me via junto à Pestalozzi às margens do Lago de Genebra, conversando amigavelmente. E dessa forma foram obtidas certas particularidades e informações. ( Ele tinha facilidade no processo de desdobramento como já dissemos anteriormente)
            Outro episodio pitoresco ocorrido que Ele frequentemente nós narrava.
            -Sabe Rosinha, eu me vejo numa bela carruagem onde estão sentados ao meio Napoleão Bonaparte, ladeado por Madame de Stael (romancista e ensaista francesa que incorporou como poucas mulheres o espírito do Iluminismo francês) e a mulher mais linda da França.
            Empolgado e envaidecido Ele diria:
            - Estou entre uma das maiores inteligência e de mais exuberante beleza da França.
            Ao que eu lhe respondia:
            - Infelizmente não posso dizer o mesmo!
            Notava que Ele sentia um grande prazer ao contar-me esse episodio. São conhecidas as diferenças entre Napoleão e Madame de Stael, daí o sorriso como uma pequena vingança. Isto porque Wallace sentia fortes indícios de ter sido a famosa escritora.
            Passaram-se alguns anos e lá pela década de 80, soube que Wallace se encontrava doente. Naquela época eu era Coordenadora da Mocidade Espirita da Obreiros do Bem. Então preocupada com as condições de sua saúde e igualmente saudosa, achei oportuno levar o presidente da Mocidade o Sr. Braz a conhecê-lo e sugerindo-lhe que pedisse a permissão para uma entrevista a respeito de sua biografia.
            Telefonei-lhe sobre minha intenção, pois Ele já estava restrito quanto às visitas. Felizmente anuiu como sempre fazia quando solicitava-lhe algo. Marcamos dia e hora. Fomos recebidos com cortesia e quanto ao objetivo que ali nos trouxera além da visita, argumentou ser melhor aproveitar aquele encontro com um papo mais agradável e descontraído e que ele mesmo escreveria sua biografia entregando-a assim que tivesse pronta. E assim aconteceu.
            Depois de algum tempo de conversa agradável, Wallace apontou-me um baú num canto, desafiando-me a dizer o que se encontrava lá.
            - Olha Wallace, vindo de você, poderá ser até as Tabuas da Lei! Sorri.
            - Não Rosinha, mas é algo de suma importância. Trata-se de um livro de Mlle Clarie Baumard, cuja tradução e prefacio redigido por Ela demonstrou ser de grande valor histórico. Essa senhora eficiente secretária e também grande amiga de Leon Denis e revela que no decorrer dos anos em que exerceu suas funções junto ao escritor já cego, redigiu um Diário, ao qual não recorreu para a leitura de sua obra. Deixava para os mais capazes e admiradores, trazerem ao mundo, a síntese de sua extraordinária obra e impar personalidade.
            Há dois prefácios no livro: um explicativo do Wallace, mas extenso, fornecendo-nos informações valiosas sobre a vida de homens que preludiaram o advento da 3ª. Revelação. Coloca o Espiritismo num contexto histórico tornando mais compreensível o seu surgimento do Luzeiro prometido pelo Mestre Jesus. O outro prefacio de Sir Arthur Conan Doyle também enaltece a figura desse notável Apostolo.
            Achei o Wallace inconformado pela autora não querer valer-se de seu Diario. Dizia Ele:
            - Em que mãos estariam agora o precioso documento (Diário)?
            Desapontado escreveria ao lado de seu prefacio – “O que o livro de Clarie Naumard não contou....”
            Conhecendo-o bem,  estranhei Ele não ter conseguido localizar o paradeiro de tal preciosidade.
            Estaria o nosso Sherlock Holmes do espiritismo perdendo o faro?
            No dia do lançamento do livro “Leon Denis na intimidade”, realizado na banca espirita que fica em um das praças centrais de Araraquara, eu me ofereci para ir busca-lo de carro, pois suas condições físicas não o permitiam ir à pé. Assim procedi e trazendo-o após o termino com meu exemplar debaixo do braço,  devidamente autografado com dedicatória.
            “Para minha queridíssima Rosinha, com o beijo e o coração “Wallace
            Guardo-o com muito carinho e saudades.
            Finalizando, arrojo-me o direito de tecer algumas impressões a respeito do meu caro amigo Wallace, embora sem as suas condições culturais de pensar e se expressar que tanta admiração causava a todos. Por isso vou me utilizar de outro instrumento, o coração, que através de palavras simples e singelas, chegue até o seu, esse órgão da fé e da esperança e com o qual divisamos os verdadeiros amigos.
            Dando asas à imaginação, como numa comparação analógica, sempre via o Wallace assimilando-se a um pássaro multicor de exuberante e linda plumagem, preso numa gaiola dourada; por vezes feliz e saltitante diante dos olhares maravilhados de sua beleza e maravilhoso canto; outras vezes, entristecido, pois apesar da admiração causada e sabendo-se ser um ornamento raro, sofria com os grilhões da prisão e por atitudes intempestivas de crianças, jovens e até de alguns adultos totalmente distanciados do respeito, da sensibilidade e, sobretudo do amor.
            A dualidade de sentimentos nos surpreende a cada passo. Quando merecer disfrutar a felicidade completa? Nos bem sabemos; quando a conquistarmos e ela exige esforço, luta, desapego, equilíbrio, enfim, evolução espiritual. Mas ainda somos seres humanos fragilizados principalmente nas nossas emoções.
            Ah! Se tivéssemos o condão de perscrutar a alma nos seus escaninhos mais profundos. Quem poderá prever as lagrimas de alguém, mesmo estando em situação privilegiada?
            Maria Dolores, com sua extrema sensibilidade, através da psicografia de Chico Xavier, nos brindou  com uma verdadeira perola de sabedoria – O poema “Erros de Amor” do qual extrai uma estrofe que nos leva à reflexão.
            “Entre o afeto que sonha e o dever que governa,
            Quando conflito surge e quanto anseios vem!
            Quando a dor de ser só escurece o caminho
            Ninguém pode prever as lagrima de alguém...”

            O nosso belo pássaro, inconformado com seu destino, debatia-se, machucando as asas nas grades da gaiola na inútil tentativa de quebra-la. Queria voar, ver o sol frente a frente, contornar as estrelas, sentir mais próximo o suave perfume das flores e o êxtase do amor; desfrutar do direito de não ser caçado, perseguido, aprisionado, discriminado, enfim, viver intensamente a sua sensibilidade.
            A ave mais ferida por expectativas e sonhos, não realizados,  torna-se prisioneiro de si mesmo e contrapondo-se à expressiva contribuição ofertada para a valorização das coisas enriquecedoras, continuou machucando-se, machucando-se sem ter realizado a plenitude de vida almejada.
            Um dia encontraram-no muito ferido e morto.
            Os que passavam diziam:
            - Olhem o pássaro de impar beleza, que tanto enriquecia nossas vidas, que alegria e felicidade ele nos proporcionava. Que grande perda, sentiremos muitas saudades.
            Alguém retrucou – Deus que é  justiça e misericórdia,  não deveria permitir essa morte tão triste! Disse outro:
            - Pois foram exatamente esse tributos Divinos que proporcionara-lhe condições para a devida reabilitação e reduzindo sua liberdade que tantos perigos oportunizam. Deus protegeu-o meu caro, dos outros e dele mesmo. Porventura não somos todos igualmente prisioneiros dos corpos que merecemos? 
            Que você querido amigo Wallace, capte através da acústica do seu sensível espirito, hoje livre, a verdadeira intensão dessa pequena e sincera oferenda, de sua amiga Rosinha.

Rosinha de Toledo

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Em Outubro a União Espirita Paschoal Grossi de Araraquara realiza o mês espirita em homenagem ao codificador da Doutrina Espirita Allan Kardec que faria aniversário neste mês, mas precisamente no dia 03/10. Há varias atividades diferenciadas na casa entre palestras, musicas, teatro, e neste ano haverá também o seminário sobre Expositor Espirita e convida à todos que queiram participar, que façam suas inscrições pelo telefone (16) 3335-7191. 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

A PSICOMETRIA ANTE OS DESAFIOS  DA SENSIBILIDADE PSÍQUICA por Jorge Hessen

Recentemente Maria Rosa Busi, uma médium italiana, desvendou o enigma do desaparecimento de Chiara Bariffi ocorrido em 2002, após "ouvi-la". Busi que levou a polícia até o corpo de uma mulher no fundo do Lago, disse - em depoimento à Justiça de Roma - que uma visão permitiu que ela elucidasse um mistério que já durava quase três anos. "A médium afirma ter poderes clarividentes, foi contatada pelos pais da vítima no início deste ano, para tentar descobrir o que havia acontecido com a filha deles. Eles lhe deram uma fotografia de Chiara, que tinha por volta de 30 anos quando desapareceu, sem deixar notícias nem pistas".(1)

Busi disse no tribunal ter "captado" os últimos momentos da vida de Bariffi antes que ela caísse no lago com seu carro, no fim de 2002. E explicou: "Eu fui ao lago e vi o que aconteceu... Eu a escutei, eu a vi e desenhei um mapa", disse Busi à Agência Reuters, que divulgou o fato. "Ninguém achou que ela estivesse no lago. Quando vi a foto, soube que ela tinha morrido", disse Busi. "Sou clarividente. Posso dizer quando alguém está vivo ou morto".(2) O caso era para a polícia bastante misterioso, levantou-se a tese até de homicídio e até suicídio foi colocado como hipótese, já que Chiara estava com problemas de ordens emocionais. Seus pais tinham sido informados que Chiara havia saído do país e vivia atualmente na Espanha.

Busi se recusou a dizer o que teria motivado a morte de Chiara. Ela só disse isso à mãe da vítima. Mas sugeriu que o tempo ruim perto do lago provavelmente desempenhou um papel no destino de Chiara.(3)

Estamos diante de típico fenômeno de psicometria(4) que a rigor não é faculdade comum em nossos círculos de atividade, uma vez que só a possuem pessoas dotadas de aguçada sensibilidade psíquica. Nossa atual condição espiritual, ainda deficitária, não permite esses admiráveis recursos perceptivos.

O termo psicometria foi criado em 1849 pelo médico norte-americano J. Rhodes Buchanan. Ele pesquisou e realizou durante vários anos uma série de experiências, mas somente depois de algum tempo, observando os efeitos do fluido magnético com pacientes sonâmbulos, chegou a conclusões cabais.

Na definição do livro Nos Domínios da Mediunidade de André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier, psicometria significa registro, apreciação de atividade intelectual. Entretanto, nos trabalhos mediúnicos, esta palavra designa a faculdade de ler impressões e recordações ao contato com objetos comuns. O Espírito Áulus relata que o pensamento espalha suas próprias emanações em toda parte a que se projeta, deixando vestígios espirituais onde são arremessados os raios da mente. Como o animal, que deixa no próprio rastro o odor que lhe é característico, tornando-se, por esse motivo, facilmente abordável pela sensibilidade olfativa do cão. O orientador prossegue dizendo que as marcas da individualidade de cada um vibram onde se vive e por elas provocam o bem ou o mal naqueles que entram em contato.(5)

No livro Mecanismos da Mediunidade, psicografada por Chico Xavier e Waldo Vieira, ditada pelo espírito André Luiz, esclarece que a psicometria é a faculdade de perceber o lado oculto do ambiente e de ler impressões e lembranças ao contato de objetos e documentos. Cita ainda a importância da harmonização entre encarnados e descarnados neste tipo de trabalho, caso contrário pode-se anular a possibilidade de êxito, fugindo dos verdadeiros propósitos. Acrescenta também que pode ser usada em desaparecimento de uma pessoa que não deixou pistas. Por intermédio de um objeto pertencente à vítima, o médium consegue captar a personalidade e fisionomia do proprietário e reporta-se ao seu desaparecimento, podendo até mesmo descobrir seu desencarne e o local onde seu corpo se encontra. Isso porque os objetos adquirem um fluido pessoal humano.(6) (grifamos)

Quando tocamos num objeto, imantamo-lo com o fluido que nos é peculiar. E se, além do simples toque ou uso, convertermos inadvertidamente esse objeto, seja um livro, uma foto, uma jóia ou, em ponto maior, uma casa ou um automóvel em motivo de obsessiva adoração, ampliando, excessivamente, as noções de posse ou propriedade, o volume de energias fluídicas que sobre o mesmo projetamos é de tal maneira acentuado que a nossa própria mente ali ficará impressa. E dessa forma, em qualquer tempo e lugar, a nossa vida, com méritos e deméritos, desfilará em todas as suas minúcias ante o «radar» do psicômetra.

Há um extraordinário estudo de Ernesto Bozzano contido no livro «Enigmas da Psicometria», através de cuja leitura nos deparamos com impressionantes narrativas, algumas delas abrangendo até mesmo fases remotas da organização planetária terrestre. Para Bozzano o processo pelo qual é possível, ao psicômetra, entrar em relação com os fatos remotos ou próximos, pode ser explicado de duas maneiras principais: uma parte dos fatos e impressões é retirada da própria aura do objeto; outra parte é recolhida da subconsciência do seu possuidor mediante relação telepática que o objeto psicometrado estabelece com o médium. Não é importante que o possuidor esteja encarnado ou desencarnado. O filósofo italiano relata casos que demonstram haver relação psicométrica entre pessoas vivas, animais, vegetais e a matéria inanimada, e também casos de fenômenos telestésicos (sensações à distância).(7)

No início da década de 1970 o prof. W.H. Tenhaeff da Universidade de Utrechet pesquisava a mediunidade de Croiset. - O jornalista Allan Vaughan acompanhou Croiset e fez filme sobre o médium em que procurou comprovar sua faculdade mediúnica para clarividência e psicometria. Vários pesquisadores psíquicos acompanharam o médium holandês sem nunca terem constatado nenhuma fraude. Alguns jornais de sua época que noticiaram seus fenômenos: Daily Express, Evening Standard, Evening News. - O Diário de Notícias, do Rio, de 04 janeiro 1964 noticiou os prodígios realizados pelo médium holandês. - O Globo de 21 dezembro de 1963 traz depoimento do inspetor de polícia David von Woudenberg sobre o assunto.


"São muitos casos complexos de pessoas desaparecidas que têm encontrado soluções nas intervenções dos sensíveis médiuns de psicometria. Daí anteciparmos uma certeza inalienável, de futuro a psicometria se consubstanciará em um instrumento valioso para elucidação de casos, porque não dizer policiais e outros quaisquer que têm desafiado a inteligência humana".(8)

FONTES:
1- Http://www.espacovital.com.br/novo/noticia_ler.php?idnoticia=1370 Psicometria (Grego: psykhé, alma; metron, medida), é a capacidade de identificar a informação contida nos objetos, ambientes e pessoas, através da leitura das energias presentes nos mesmos. Xavier, Francisco Cândido. Nos Domínios da Mediunidade, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2002.
2- Idem
3- Idem
4- Psicometria (Grego: psykhé, alma; metron, medida), é a capacidade de identificar a informação contida nos objetos, ambientes e pessoas, através da leitura das energias presentes nos mesmos.
5- Xavier, Francisco Cândido. Nos Domínios da Mediunidade, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2002.
6- Xavier, Francisco Cândido e Vieira Waldo. Mecanismos da Mediunidade, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2000.
7- Sobre o tema Camille Flammarion, astrônomo francês, fez um sério estudo dos fenômenos de telepatia (ou telestesia como preferia denominar), isto é, "ser advertido, por uma sensação qualquer, de uma coisa que se passa ao longe".
8- Hessen, Jorge. Luz na Mente, Brasília: Ed. Edicel, 2000, Cap. Falando de Psicometria, pág. 93 

sábado, 10 de agosto de 2013

Dr Bezerra de Menezes Fala Sobre Homossexualismo e Sexo


-“Alcança número muito maior de criaturas, na Terra, como no Além, do que se possa imaginar... Contam-se aos milhões, no mundo, padecendo conflitos desta natureza, que ainda não encontraram compreensão adequada, nem estudo conveniente das Doutrinas que lhe investigam as causas, procurando soluções. Por enquanto, travam-se lutas entre a coarctação e a liberação do comportamento daqueles que estagiam nas áreas conflitantes do sexo. Os apologistas da proibição aferram-se a códigos morais caducos e impiedosos, nos quais a pureza é sinônimo de puritanismo, e os outros, que lideram o esforço em favor dos direitos da funcionalidade aberta, primam pela agressão moral, pela alteração de valores, pela imposição da sua conduta, nivelando todos os indivíduos em suas carências afetivas e estruturais, proclamando a hora da promiscuidade e da chalaça. Apresentam-se muitos indivíduos que se deixam conhecer, como motivo de escárnio, ao invés de lutarem pela conquista igualitária de espaço; ou de risota, ostentando deformidades que resultam dos comportamentos alienados, pedindo generalização dos costumes nos quais a conduta enfermiça deveria tornar-se padrão para todos. O respeito e a linha de equilíbrio devem viger no homem, em qualquer compromisso de relacionamento estabelecido. Enquanto, porém, o sexo se mantiver na condição de produto para venda e a criatura permanecer como objeto de prazer, a situação prosseguirá nos seus efeitos crescentes, mais amplos e dolorosos do que aqueles que se digladiam em nossa sociedade consumidora e inquieta. É natural que ressalvemos as exceções valiosas e nobres que há em todos os campos e áreas de ação da Humanidade (...). O sexo, em si mesmo, é instrumento excretor, a serviço da vida. Programado pela Divindade para servir de veículo à“perpetuação da espécie” nos seres pelos quais se expressa, tem sido gerador de incontáveis males, através dos tempos, em face do uso que o homem, em especial, lhe tem dado. Quando respeitado nos seus objetivos pelas criaturas e atendido pelo instinto entre os animais, atinge as finalidades a que se destina, sem outras consequências, qual ocorre também com as plantas...No atual estágio evolutivo do Planeta terrestre, o ato sexual faz-se acompanhar de sensações e emoções, de modo que propiciem prazer, facultando o interesse entre os seres, e assim preenchendo a destinação a que se encontra vinculado. Não obstante, o vício e o abuso sempre lhe seguem, como decorrência da mente que se perverte e o explora, dando origem a capítulos lamentáveis de dor e sombra, que passam a assinalar a conduta daqueles que o perturbam. Simultaneamente, devemos considerar que, em sua realidade intrínseca, o Espírito é assexuado e sem preferência ou psicologia especifica para uma ou outra experiência na organização física. Por esta razão, a própria vida elaborou formas que se completam em favor da função procriativa (...). A própria forma humana vigente hoje na Terra, é transitória (...). Sendo superior o psiquismo na atualidade, portanto, o Espírito, este imprime no corpo o que lhe é mais necessário para a evolução a que se destina, assim elaborando órgão e compleição mais compatíveis com as suas finalidades (...). De permeio, surge no laboratório das transformações, a interferência das mentes, produzindo constituições assinaladas pelos transtornos do comportamento anterior do Ser lúcido, que geram os tipos do hermafroditismo e da bissexualidade, que passam a constituir organismo de reeducação para os seus exploradores antigos, agora submetidos a provas de correção entre fortes conflitos e áspera insegurança interior (...). Correspondendo a tais circunstâncias, sempre do Espírito para o corpo e não deste para aquele, as respostas orgânicas se fazem mediante os genes e cromossomos que estabelecem as formas, sujeitas à ação do Ser reencarnado, de acordo com as suas necessidades evolutivas (...) Seja, porém, qual a forma sob a qual se expresse o sexo na vida, ele é departamento orgânico importante, credor de respeito e consideração, não apenas máquina de satisfação dos instintos egoístas, imediatistas... O seu uso deve ser regulamentado pela consciência dignificada, facultando ao indivíduo o equilíbrio e a harmonia decorrentes da permuta de hormônios e de afeto, sem que a vulgaridade e o barateamento lhe constituam razão predominante. Além da responsabilidade pessoal, diversas implicações se fazem assinalar pelos efeitos do relacionamento que envolve outros parceiros, cuja conduta, muitas vezes, passa a ser o resultado da consideração ou do desprezo a que são relegados por aqueles que os seduzem, enganam ou exploram. À medida que o Espírito se eleva e se enobrece, o uso do sexo passa por significativa alteração”. Nota:a íntegra deste parecer poderá ser lido na obra LOUCURA E OBSESSÃO (feb, 86), do Espírito Manuel Philomeno de Miranda pelo médium Divaldo Pereira Franco.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ALGUMAS IGREJAS SE TORNARAM REFORMISTAS, MAS OUTRAS, APENAS DIZIMISTAS – José Reis Chaves

      O objetivo de Lutero, frade agostiniano da Ordem dos Agostinianos, fundada por sto. Agostinho, foi de reformar a Igreja. Realmente, ela estava precisando disso. E, então, o seu movimento passou a ser chamado de Reforma. Daí, também, o nome de Protestantes, pois, protestavam contra a Igreja.
       Por causa das dificuldades de comunicação da época, reinava uma grande confusão entre aqueles que continuaram fiéis à Igreja e aqueles que passaram a seguir Lutero. Muitos padres nem sabiam se estavam agindo como padres, ou se haviam se tornado pastores protestantes, e vice-versa, havia pastores que não sabiam também se eles eram mesmo pastores ou se eram  fiéis a Roma!
      Diante do “terremoto” que a Reforma criou no Cristianismo, a Igreja fez a sua Contrarreforma, que foi o Concílio Ecumênico de Trento (1545-1563). Com ele, ela procurou corrigir algumas de suas irregularidades. Criou disciplinas rigorosas para o clero. E, na área doutrinária, confirmou como verdadeira a Bíblia fiel à Vulgata Latina de são Jerônimo (410), que, até então, era a única, e que continha e contém, até hoje, 73 livros, pois Lutero havia tirado dela 7 livros e mais alguns textos de outros livros bíblicos. Daí que a Bíblia Protestante só tem 66 livros.
       E esse concílio criou o dogma da Transubstanciação (presença real do Corpo de Jesus, na Hóstia Consagrada, na Missa), contrapondo-se à Consubstanciação (presença simbólica do Corpo de Jesus, no pão do ritual da Santa Ceia) dos protestantes, evangélicos, e aceito pelos espíritas. Essa questão, juntamente com a divinização de Jesus, é uma das que mais polêmicas têm causado. No concílio mencionado, a maioria dos bispos votou na Consubstanciação. Mas prevaleceu a opinião do papa a favor da Transubstanciação. O que foi dito sobre a Hóstia Consagrada e o Pão vale também para o vinho: para os católicos: Transubstanciação. (Sangue real de Jesus). Para os protestantes, evangélicos e espíritas: Consubstanciação. (Sangue simbólico de Jesus). Os teólogos criaram recentemente dois novos termos, agora simbólicos, para a Transubstanciação: Transignificação ou finalização (o Corpo de Jesus seriam os fiéis). E os protestantes não aceitam todos os dogmas católicos.
     As Reformas são sempre bem-vindas, se tornam as coisas mais perfeitas ou mais próximas da verdade. Mas, às vezes, também, tornam piores outras. Por exemplo, a reforma da Constituição do Brasil de 1988.
     O Mestre dos mestres nos ensinou que devemos adorar a Deus em Espírito e Verdade. E, sem querer fazer sectarismo, apenas os cristãos espíritas seguem esse importante ensino do Mestre da sabedoria da imortalidade.

       A Igreja e as Igrejas Protestantes fazem reformas. Mas algumas igrejas evangélicas, gananciosas por dinheiro, o que mais elas têm feito são reformas dizimistas!