quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Transtornos mentais podem ser reflexos de vidas passadas

No Brasil, estima-se que 23 milhões de pessoas precisam de algum atendimento em saúde mental. Pelo menos 5 milhões sofrem com transtornos graves e persistentes

Para a medicina tradicional, uma questão genética, complexa, que pode ser, talvez, causada por alterações químicas no cérebro. E que, apesar de tantos estudos, ainda não se sabe ao certo a causa deles. Mas para os médicos espíritas, os transtornos mentais têm, sim, explicações. Essa área da medicina, inclusive, é a que mais se distancia da medicina tradicional. Questões emocionais desta e de outras vidas entram em jogo. "O transtorno mental é um resquício do passado", define o presidente da Associação Mineira dos Médicos Espíritas, Andrei Moreira, apontando aí as vidas passadas como ponto de partida para essa discussão.

Uma vez que as interpretações para os males mentais são diferentes para os médicos espíritas, as doenças mentais e neurológicas atingem aproximadamente 700 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, estima-se que 23 milhões de pessoas precisam de algum atendimento em saúde mental. Pelo menos 5 milhões sofrem com transtornos graves e persistentes.

Segundo o psiquiatra e diretor-técnico do Hospital André Luiz, Roberto Lúcio Vieira, a psiquiatria é a área da medicina em que os ensinamentos espíritas mais conseguem aparecer. Isso porque, segundo ele, além de levar em consideração questões genéticas, assim como a medicina tradicional, os médicos espíritas, diante de um paciente com transtorno mental grave, levam em conta as vidas passadas. "O adoecer é o caminho para cura. Temos percebido que muitos males, como os quadros graves de esquizofrenia, geralmente são de espíritos que, em outras vidas, abusaram muito do poder que tinham, cometeram homicídios ou tentaram o suicídio várias vezes. Quando eles adoecem nesta vida, é porque bateu a culpa da vida anterior", explica Roberto.

Leia a primeira matéria da série 'A saúde à luz do espiritismo:

Por que adoecemos?

Também membro da Associação Mineira Médico Espírita, Roberto, em um artigo escrito no portal da entidade, diz que a doutrina espírita tem mostrado que os processos mentais seriam frutos da atividade espiritual, com repercussão na estrutura física cerebral. "Sendo assim, o cérebro seria apenas o instrumento. No entanto, para ocorrer essa integração entre a essência espiritual, sua manifestação e a estrutura física, é necessária a existência de um elemento que seja intermediário, tanto na função quanto em sua composição. Esse corpo é chamado espiritual ou perispírito", define.

MATÉRIA
O perispírito, de acordo com o conhecimento espírita, é envoltório fluídico que uniria a alma humana ao corpo físico e, através do qual, o espírito atuaria na matéria. Mas, antes de mais nada, é preciso compreender que, para o espiritismo, somos seres em constante evolução e estar encarnado é o processo para evoluir. No livro a Cura e Auto-Cura, uma visão médico espírita, do homeopata Andrei Moreira, ele explica que a reencarnação é a lei biológica natural, "instrumento da evolução, em que o ser experimenta o contato com a diversidade e desenvolve aptidões necessárias ao progresso." Ele diz que a reercarnação devolve ao homem o fruto de suas escolhas, "em mecanismos naturais de reencontros, saúde ou doença."

O médico psiquiatra Jaider Rodrigues diz que usa recursos da ciência acrescidos da compreensão espírita no tratamento dos pacientes
Segundo explica o psiquiatra espírita Jaider Rodrigues, o paciente da psiquiatria é visto por dois viés: "Levamos em conta a influência espiritual, que pode ser do próprio paciente, ou seja, questões do próprio espírito e, também, as influências externas, que podem ser de outros espíritos que passam a influenciar no quadro mental do paciente", explica, acrescentando que todos os casos são passivos de auxílio. "Usamos os recursos da ciência, acrescidos da compreensão espírita."

Jaider lembra do caso de uma paciente que lhe chamou a atenção. Muito bonita e, com no máximo 30 anos, essa mulher, de BH, desenvolveu um quadro de esquizofrenia grave, sem motivo aparente. "Ela entrou em um quadro psicótico e tivemos que interná-la no Hospital André Luiz, pois estava agressiva, falava coisas sem sentido. Durante as sessões mediúnicas que fazemos para os pacientes, apareceu um espírito dizendo ter sido escravo na vida anterior e contou que aquela mulher, na sua última vida, tinha sido casada com um senhor de engenho e abusava muito dos escravos, com requinte de crueldade. Nesta vida, esses espíritos a perturbaram", conta, dizendo que o espírito avisou ainda que seria difícil livrá-la dessas influências externas, e que por mais que os médicos fizessem, nada ia adiantar. "Por um tempo, ela conseguiu melhorar. Mas não durou muito e faleceu", lamenta Jaider.

Processo de evolução
Geralmente, os transtornos quando se manifestam, é a culpa do que se fez em outra vida, como apontam os estudos espíritas. Mas, de acordo com os médicos, não se trata de um castigo divino. Faz parte do processo de evolução daquele espírito. Ouvir vozes, de acordo com Jaider, pode ser, sim, um espírito falando. A obsessão, de acordo com o precursor do espiritismo, Alan Kardec, é a ação persistente que um espírito mau exerce sobre um indivíduo. "Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral sem perceptíveis sinais exteriores até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais", diz em seu livro, o Evangelho segundo o espiritismo. Ele diz que a obsessão ocorrerá toda vez que alguém, encarnado ou desencarnado, exercer sobre o outro constrição mental negativa.

De acordo com Kardec, há vários tipos de obsessão, sendo o mais grave o de subjugação, em que o obsessor interfere e domina o cérebro do encarnado. A subjugação pode ser psíquica, física ou fisiopsíquica. Assim, as doenças mentais ou físicas podem, sim, de acordo com o conhecimento espírita, sofrer influências externas. Um dos tratamentos indicados são os passes, idas ao centro espírita e sessões de desobsessão, em que os médicos médiuns ajudam os espíritos desencarnados e encarnados envolvidos no processo a receber esclarecimentos, para que ambos tenham bases sólidas para mudar hábitos e atitudes, condicionando-se a atitudes mentais mais saudáveis. Segundo escreveu Francisco Cândido Xavier, ao psicografar a obra de André Luíz, Mundo maior, "o processo obsessivo não é, na realidade, uma doença, é simplesmente um reflexo de mentes doentias que se unem. Ele não é uma causa, é o efeito de um 'mal' anterior".

REBELDES
Nesses casos de transtornos mentais, além do conhecimento espírita, medicamentos são usados. Kardec acreditava que somente medicação não traria alívio. No Hospital André Luiz, em BH, que tem 45 anos de funcionamento, sendo referência para casos psiquiátricos, os pacientes, de acordo com o diretor, Roberto Lúcio Vieira, são de todas as crenças, sendo o diferencial da unidade o tratamento espiritual. Segundo ele, há no hospital 350 funcionários que trabalham voluntariamente. "Com autorização do paciente ou da família, aplicamos os conhecimentos do espiritismo." De acordo com ele, algumas doenças psiquiátricas, geralmente, são de indivíduos mais rebeldes.

É o caso, por exemplo, da depressão, que afeta cerca de 35 milhões de pessoas no Brasil. "É uma doença que demarca a grande rebeldia do espírito", diz Roberto. Segundo Jaider, geralmente, é o espírito não se contentando com a vida que Deus lhe deu. "É como se dissesse 'já que não tenho a vida que quero, não aceito a vida que tenho'. Se o paciente der espaço, a gente estimula a relação com Deus e o hábito da oração", conta. Os pensamentos negativos também contribuem para o quadro.

Outro mal apontado pelos médicos é o de Alzheimer. Segundo Roberto, assim como a medicina tradicional vem tentando entender essa doença que afeta a memória do paciente, o espiritismo também busca suas explicações. Um dos esclarecimentos para a causa da enfermidade é que a grande maioria dos portadores da doença foi culturalmente pobre durante a vida, se prendeu a questões materiais e dificuldades de relacionamento. "Quando ocorre o Alzheimer, é como se fosse uma oportunidade para que essa pessoa chegue mais "limpa" espiritualmente no outro plano. E para os familiares, é uma prova de paciência."


Transtorno mental
Os médicos espíritas passaram a perceber, por meio de estudos e casos clínicos, que muitos pacientes que desenvolvem algum transtorno mental sofrem influência da sua vida anterior. No caso da esquizofrenia grave, por exemplo, tem-se percebido que esses espíritos, em vidas passadas, cometeram alguma transgressão às leis divinas e, nesta vida, sentiram o peso da culpa. O paciente pode, sim, sofrer ainda influência de outros espíritos que tiveram alguma ligação com ele nas outras vidas.

Mal de Alzheimer
Assim como a medicina tradicional estuda as causas do Mal do Alzhemeir, a doutrina espírita começa a perceber que as pessoas portadoras do mal, geralmente, foram pessoas apegadas a bens materiais e muito vaidosas, que precisam do desapego, do "esquecimento", marca da doença, para evoluir e fazer uma limpeza na alma.

Depressão

Para os médicos espíritas, a depressão atinge aqueles espíritos rebeldes, que não estão satisfeitos com a vida que Deus lhe deu. Assim, se abrem para os pensamentos negativos e as influências externas que podem contribuir para o agravamento do quadro

No Brasil, estima-se que 23 milhões de pessoas precisam de algum atendimento em saúde mental. Pelo menos 5 milhões sofrem com transtornos graves e persistentes

Para a medicina tradicional, uma questão genética, complexa, que pode ser, talvez, causada por alterações químicas no cérebro. E que, apesar de tantos estudos, ainda não se sabe ao certo a causa deles. Mas para os médicos espíritas, os transtornos mentais têm, sim, explicações. Essa área da medicina, inclusive, é a que mais se distancia da medicina tradicional. Questões emocionais desta e de outras vidas entram em jogo. "O transtorno mental é um resquício do passado", define o presidente da Associação Mineira dos Médicos Espíritas, Andrei Moreira, apontando aí as vidas passadas como ponto de partida para essa discussão.

Uma vez que as interpretações para os males mentais são diferentes para os médicos espíritas, as doenças mentais e neurológicas atingem aproximadamente 700 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, estima-se que 23 milhões de pessoas precisam de algum atendimento em saúde mental. Pelo menos 5 milhões sofrem com transtornos graves e persistentes.

Segundo o psiquiatra e diretor-técnico do Hospital André Luiz, Roberto Lúcio Vieira, a psiquiatria é a área da medicina em que os ensinamentos espíritas mais conseguem aparecer. Isso porque, segundo ele, além de levar em consideração questões genéticas, assim como a medicina tradicional, os médicos espíritas, diante de um paciente com transtorno mental grave, levam em conta as vidas passadas. "O adoecer é o caminho para cura. Temos percebido que muitos males, como os quadros graves de esquizofrenia, geralmente são de espíritos que, em outras vidas, abusaram muito do poder que tinham, cometeram homicídios ou tentaram o suicídio várias vezes. Quando eles adoecem nesta vida, é porque bateu a culpa da vida anterior", explica Roberto.

Leia a primeira matéria da série 'A saúde à luz do espiritismo:

Por que adoecemos?

Também membro da Associação Mineira Médico Espírita, Roberto, em um artigo escrito no portal da entidade, diz que a doutrina espírita tem mostrado que os processos mentais seriam frutos da atividade espiritual, com repercussão na estrutura física cerebral. "Sendo assim, o cérebro seria apenas o instrumento. No entanto, para ocorrer essa integração entre a essência espiritual, sua manifestação e a estrutura física, é necessária a existência de um elemento que seja intermediário, tanto na função quanto em sua composição. Esse corpo é chamado espiritual ou perispírito", define.

MATÉRIA
O perispírito, de acordo com o conhecimento espírita, é envoltório fluídico que uniria a alma humana ao corpo físico e, através do qual, o espírito atuaria na matéria. Mas, antes de mais nada, é preciso compreender que, para o espiritismo, somos seres em constante evolução e estar encarnado é o processo para evoluir. No livro a Cura e Auto-Cura, uma visão médico espírita, do homeopata Andrei Moreira, ele explica que a reencarnação é a lei biológica natural, "instrumento da evolução, em que o ser experimenta o contato com a diversidade e desenvolve aptidões necessárias ao progresso." Ele diz que a reercarnação devolve ao homem o fruto de suas escolhas, "em mecanismos naturais de reencontros, saúde ou doença."

O médico psiquiatra Jaider Rodrigues diz que usa recursos da ciência acrescidos da compreensão espírita no tratamento dos pacientes
Segundo explica o psiquiatra espírita Jaider Rodrigues, o paciente da psiquiatria é visto por dois viés: "Levamos em conta a influência espiritual, que pode ser do próprio paciente, ou seja, questões do próprio espírito e, também, as influências externas, que podem ser de outros espíritos que passam a influenciar no quadro mental do paciente", explica, acrescentando que todos os casos são passivos de auxílio. "Usamos os recursos da ciência, acrescidos da compreensão espírita."

Jaider lembra do caso de uma paciente que lhe chamou a atenção. Muito bonita e, com no máximo 30 anos, essa mulher, de BH, desenvolveu um quadro de esquizofrenia grave, sem motivo aparente. "Ela entrou em um quadro psicótico e tivemos que interná-la no Hospital André Luiz, pois estava agressiva, falava coisas sem sentido. Durante as sessões mediúnicas que fazemos para os pacientes, apareceu um espírito dizendo ter sido escravo na vida anterior e contou que aquela mulher, na sua última vida, tinha sido casada com um senhor de engenho e abusava muito dos escravos, com requinte de crueldade. Nesta vida, esses espíritos a perturbaram", conta, dizendo que o espírito avisou ainda que seria difícil livrá-la dessas influências externas, e que por mais que os médicos fizessem, nada ia adiantar. "Por um tempo, ela conseguiu melhorar. Mas não durou muito e faleceu", lamenta Jaider.

Processo de evolução
Geralmente, os transtornos quando se manifestam, é a culpa do que se fez em outra vida, como apontam os estudos espíritas. Mas, de acordo com os médicos, não se trata de um castigo divino. Faz parte do processo de evolução daquele espírito. Ouvir vozes, de acordo com Jaider, pode ser, sim, um espírito falando. A obsessão, de acordo com o precursor do espiritismo, Alan Kardec, é a ação persistente que um espírito mau exerce sobre um indivíduo. "Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral sem perceptíveis sinais exteriores até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais", diz em seu livro, o Evangelho segundo o espiritismo. Ele diz que a obsessão ocorrerá toda vez que alguém, encarnado ou desencarnado, exercer sobre o outro constrição mental negativa.

De acordo com Kardec, há vários tipos de obsessão, sendo o mais grave o de subjugação, em que o obsessor interfere e domina o cérebro do encarnado. A subjugação pode ser psíquica, física ou fisiopsíquica. Assim, as doenças mentais ou físicas podem, sim, de acordo com o conhecimento espírita, sofrer influências externas. Um dos tratamentos indicados são os passes, idas ao centro espírita e sessões de desobsessão, em que os médicos médiuns ajudam os espíritos desencarnados e encarnados envolvidos no processo a receber esclarecimentos, para que ambos tenham bases sólidas para mudar hábitos e atitudes, condicionando-se a atitudes mentais mais saudáveis. Segundo escreveu Francisco Cândido Xavier, ao psicografar a obra de André Luíz, Mundo maior, "o processo obsessivo não é, na realidade, uma doença, é simplesmente um reflexo de mentes doentias que se unem. Ele não é uma causa, é o efeito de um 'mal' anterior".

REBELDES
Nesses casos de transtornos mentais, além do conhecimento espírita, medicamentos são usados. Kardec acreditava que somente medicação não traria alívio. No Hospital André Luiz, em BH, que tem 45 anos de funcionamento, sendo referência para casos psiquiátricos, os pacientes, de acordo com o diretor, Roberto Lúcio Vieira, são de todas as crenças, sendo o diferencial da unidade o tratamento espiritual. Segundo ele, há no hospital 350 funcionários que trabalham voluntariamente. "Com autorização do paciente ou da família, aplicamos os conhecimentos do espiritismo." De acordo com ele, algumas doenças psiquiátricas, geralmente, são de indivíduos mais rebeldes.

É o caso, por exemplo, da depressão, que afeta cerca de 35 milhões de pessoas no Brasil. "É uma doença que demarca a grande rebeldia do espírito", diz Roberto. Segundo Jaider, geralmente, é o espírito não se contentando com a vida que Deus lhe deu. "É como se dissesse 'já que não tenho a vida que quero, não aceito a vida que tenho'. Se o paciente der espaço, a gente estimula a relação com Deus e o hábito da oração", conta. Os pensamentos negativos também contribuem para o quadro.

Outro mal apontado pelos médicos é o de Alzheimer. Segundo Roberto, assim como a medicina tradicional vem tentando entender essa doença que afeta a memória do paciente, o espiritismo também busca suas explicações. Um dos esclarecimentos para a causa da enfermidade é que a grande maioria dos portadores da doença foi culturalmente pobre durante a vida, se prendeu a questões materiais e dificuldades de relacionamento. "Quando ocorre o Alzheimer, é como se fosse uma oportunidade para que essa pessoa chegue mais "limpa" espiritualmente no outro plano. E para os familiares, é uma prova de paciência."


Transtorno mental
Os médicos espíritas passaram a perceber, por meio de estudos e casos clínicos, que muitos pacientes que desenvolvem algum transtorno mental sofrem influência da sua vida anterior. No caso da esquizofrenia grave, por exemplo, tem-se percebido que esses espíritos, em vidas passadas, cometeram alguma transgressão às leis divinas e, nesta vida, sentiram o peso da culpa. O paciente pode, sim, sofrer ainda influência de outros espíritos que tiveram alguma ligação com ele nas outras vidas.

Mal de Alzheimer
Assim como a medicina tradicional estuda as causas do Mal do Alzhemeir, a doutrina espírita começa a perceber que as pessoas portadoras do mal, geralmente, foram pessoas apegadas a bens materiais e muito vaidosas, que precisam do desapego, do "esquecimento", marca da doença, para evoluir e fazer uma limpeza na alma.

Depressão
Para os médicos espíritas, a depressão atinge aqueles espíritos rebeldes, que não estão satisfeitos com a vida que Deus lhe deu. Assim, se abrem para os pensamentos negativos e as influências externas que podem contribuir para o agravamento do quadro.

FONTE: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2013/08/26/noticia_saudeplena,145090/transtornos-mentais-podem-ser-reflexo-de-vidas-passadas.shtml

domingo, 27 de setembro de 2015


A importância das palestras nas casas espíritas (Sandra Fiore)

Normalmente o primeiro contato com a Doutrina  Espirita é através de livros (Romances) ou das palestras, quando buscam a casa espirita para lenitivos das suas dores . Todavia, é através da palestra que a casa espírita apresenta o Espiritismo de maneira mais clara e direta para o público.

Assim, deve ser priorizada tal atividade na seara espírita formando palestrantes com bom conhecimento doutrinário, assim como o aperfeiçoarem no uso da palavra na tribuna.

Os palestrantes também têm que buscar se familiarizar com os modernos recursos audiovisuais, sabendo utilizá-los, fazendo com que a mensagem seja melhor oferecida, se tornando mais atraente.

Toda exposição na tribuna espírita deve procurar sempre envolver o tríplice aspecto do Espiritismo.

Deve ser evitada qualquer forma de pregação religiosa, como se fosse um sermão, mas recorrer à boa argumentação que traga a filosofia, a ciência e a proposta ético-moral da Doutrina Espírita, no consórcio permanente da razão com a fé esclarecida.

De preferência os temas devem ser previamente escolhidos e divulgados, para um melhor aprofundamento dos estudos, orientando os participantes sobre o que será abordado.

Resta dizer que os responsáveis pela escala das palestras, ou o encarregado do departamento doutrinário, devem conhecer o palestrante, sua formação espírita, possuindo referências do mesmo, evitando que a tribuna seja lugar de pessoas sem compromisso com o Espiritismo e até de aventureiros, mas pessoas que possa contagiar ou aguçar a curiosidade e fazer com que cada um que ouve a mensagem, possa ter vontade de estudar ainda mais, participando dos cursos que as casas oferecem.

E o palestrante tem que conhecer a casa, buscando informações sobre a mesma, entrando em contato com os seus dirigentes, a fim de que o seu mister seja bem desempenhado. Se não puder comparecer, que avise com antecedência, providenciando substituto, evitando embaraços de última hora.

Finalidade da palestra espirita
            Com a exposição espírita podemos: Educar para transformar

Proposta:


     Informar: dar informe ou parecer sobre, instruir, ensinar.
     Esclarecer: tornar claro, compreensível, elucidar.
     Conscientizar: tomar consciência de, ter noção ou idéia de                                                                    Consolar: aliviar ou suavizar a aflição, proporcionar sensação agradável.
    Divulgar: tornar público ou conhecido, propagar-se, difundir-se.

v  O uso constante de boas palestras espíritas tem favorecido de forma apreciável à divulgação da Doutrina. Emmanuel no livro “Estudo e Viva” nos diz:  Para isso, estudemos Allan Kardec, ao clarão da mensagem de Jesus Cristo, e, seja no exemplo ou na atitude, na ação ou na palavra, recordemos que o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade da sua própria divulgação”.  Portanto A maior caridade que se possa fazer pela Doutrina Espirita é a sua divulgação

v  Lembrando também que o Espiritismo é uma doutrina pedagógica que tem por finalidade a transformação da humanidade através da transformação individuo....Educação como transformação

Ø  Fundo e Forma
Toda exposição (palestra) tem Fundo e Forma.
A - Fundo:
                                   O fundo refere-se ao conteúdo: idéias, conceitos, pensamentos, moral, filosofia; é a parte intelectual e espiritual da exposição (idéia mãe).
                                   O aprimoramento do fundo depende de quem fala ao público; ele melhora à medida que o expositor progride intelectual e espiritualmente.

B - Forma:
                                   A forma refere-se ao modo de expor o tema. É a maneira que cada qual tem de expressar as idéias, construir as frases, colocar as palavras, subdividir o assunto em partes (elaboração), ter entusiasmo.

                                   O aprimoramento da forma depende do aperfeiçoamento da técnica de falar em público.

PORTANTO; Não basta levar somente a mensagem, mas como nós a levamos, necessário o Fundo (ensinamento) Forma ( maneira como se passa esse ensinamento) para tocarmos os corações, esclarecer e consolar.

O expositor espirita tem que ter além da humildade, simpatia e  empatia para conquistar o publico.

O comunicador e expositor espírita é um agente da informação e, como tal, dispõe de grande poder sobre a sociedade, ou seja, é um formador de opiniões. As transformações sociais têm como responsáveis os grandes comunicadores, daí a importância de ter sempre comunicador com responsabilidade levando o espiritismo e não a opinião pessoal, o individualismo, o personalismo. O expositor tem que comungar as mesmas ideias da doutrina.

Tudo que se faz na vida independente do trabalho que se realiza, necessário é se aperfeiçoar, sendo instrumento dos postulados espirita,  precisam ter também deste aprimoramento.

Decorridos quase dois mil anos, ecoam altissonantes em nossos ouvidos e corações, a palavra do Mestre Jesus aos Seus Apóstolos:

“Vós sois a luz do mundo. Deixai-a brilhar. Ide e pregai, dizendo: o reino dos céus está próximo” (Mateus, 5:14 e 16; 10:5).


Assim como os Apóstolos ante as lições e exemplos de Jesus, nós Para isso, estudemos Allan Kardec, ao clarão da mensagem de Jesus Cristo, e, seja no exemplo ou na atitude, na ação ou na palavra, recordemos que o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade da sua própria divulgação”.  espíritas, temos igual responsabilidade: a de divulgar os ensinamentos e as consolações do Espiritismo, que já conhecemos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Premiada pelo Criança Esperança – Orson Peter Carrara

Conheci em Araranguá (SC) a Casa da Fraternidade, premiada duas vezes pelo conhecido programa Criança Esperança, da TV Globo, pela dimensão do trabalho educativo promocional realizado no município catarinense. A cidade tem população em torno de 65.000 habitantes e localiza-se no extremo sul de SC, a 10 km do litoral, e sua economia gira em torno da confecção e comércio de roupas, e no verão do turismo. A Casa da Fraternidade, no bairro Lagoão, se localizava a população mais carente, quadro que vem mudando de alguns anos para cá, devido ao trabalho da instituição em favor dessa população.
À época entrevistei a presidente da instituição, Cátia Sirlene G. Hahn, natural da capital paulista e residente na citada cidade. Reproduzo trechos parciais de algumas de suas respostas: (relembro ao leitor que a entrevista está parcialmente transcrita)
3-Quantas pessoas a Casa da Fraternidade já atendeu?
Já passaram pela Casa mais de 5 mil crianças. Em meados de 1997, quando cheguei (...), no entorno da Casa havia muita pobreza, o tráfico de drogas era intenso, às vezes tínhamos que pedir licença para entrar na Casa. Com poucos frequentadores, pois o bairro assustava a quem chegava, a estrutura material da Casa estava péssima, a Creche era mantida pela Prefeitura. (...) No ano 2000, a prefeitura decide construir uma nova creche no bairro, foi quando decidimos reformar o antigo prédio e iniciar um novo trabalho para os meninos e meninas em idade escolar. Surgiu então o Projeto Juventude Luzes do Amanhã, com o Alex no teatro, a Zizi ministrando música, a Luciani e eu nos revezando na limpeza, na cozinha e nas aulas de valores humanos, nos pedidos de doações. Como éramos poucos, fazíamos quase tudo sozinhos, tínhamos inúmeras dificuldades, pela falta de apoio técnico, falta de recursos financeiros, falta de materiais. Aos poucos foram surgindo novos voluntários para as atividades de artesanato, enxoval de bebê, e recreação, e o projeto ia tomando forma. Fomos nos capacitando, conseguimos angariar parcerias, contratar pessoal e delegar tarefas.
5-O que eram as aulas de Valores Humanos?
Sempre tivemos como princípio que a religião não deve ser imposta, mas os princípios de espiritualidade devem estar presentes na vida dos atendidos de uma forma autônoma. A professora Zizi, antes de vir para Araranguá havia lecionado música na Mansão do Caminho (Bahia). E contou que lá o Divaldo aplicava a pedagogia dos Valores Humanos (Sai Baba) antes de cada atividade. Ficamos muito interessados, e decidimos então fazer um teste. Passamos a debater uma mensagem por semana através de painéis e dinâmicas de grupo. E as crianças adoraram as aulas. A partir daí vimos que precisávamos de uma proposta pedagógica e fomos pesquisar Pestalozzi. Até hoje o método é aplicado.
6 - Qual o público alvo e quantas pessoas atendidas diariamente? É em regime de internato ou semi-internato?
Hoje atendemos 205 crianças e adolescentes entre 06 a 14 anos, e 20 adolescentes entre 15 e 18 anos em diversas oficinas culturais em horário oposto ao escolar, em aulas de canto, ballé clássico, teatro, violão, percussão, informática, artesanato, artes visuais, xadrez, capoeira e outras. As crianças fazem reforço escolar, aulas de ética e cidadania e atividades literárias, almoçam e tomam café na entidade, recebem orientação psicológica, apoio psicopedagógico e suas famílias são acompanhadas pelo serviço de assistência social.
 7 - E qual foi a premiação recebida pelo trabalho? E o que significou essas premiações para a instituição?
Em 2010 o Projeto também ganhou a chancela de “Ponto de Cultura” do Ministério da Cultura e Secretaria de Cultura do Estado. Além do reconhecimento governamental, isso fez com que novos públicos viessem também a participar das atividades. Com os recursos conseguimos manter uma equipe de trabalho, que hoje conta com 21 profissionais contratados, ampliar nossas instalações e adquirir novos equipamentos. Em 2012 ganhamos o Criança Esperança. Em 2013 fomos classificados como semi-finalistas do premioItau-Unicef. E em 2014 ganhamos novamente o Criança Esperança e um premio da Fundação Biblioteca Nacional.

8 - E como foi a premiação pelo CRIANÇA ESPERANÇA? O que levaram em conta?
São quase dois mil projetos inscritos a cada ano no Edital, e uma seleção rigorosa. Fomos um entre os três projetos de Santa Catarina contemplados. Penso que para a seleção foi levado em conta os aspectos inovadores do projeto, a proposta pedagógica, a transformação da comunidade, o empenho da equipe de trabalho, a missão da instituição, além dos aspectos legais. Percebemos que após o Criança Esperança passamos por uma nova fase, pois se tivemos maior visibilidade, também mais responsabilidades, pois o trabalho se desenvolveu, o número de crianças e famílias praticamente dobrou, a equipe teve que se capacitar, e correr atrás de mais recursos.  
10 - Algo marcante a citar nesses anos todos de trabalho?
Acho que foi marcante a gravação da equipe da Rede Globo para o Criança Esperança.  Foi num dia muito especial para todos. Pessoalmente eu e o Alex (meu marido), estávamos bem desanimados, com os problemas de saúde do Alex, que passou por uma cirurgia gravíssima no inicio do ano. Foi uma época muito difícil e eu estava me questionando se tudo isso valeria a pena... Fomos pegos de surpresa, e a jornalista Kiria começou a entrevistar as crianças e as famílias dos atendidos. Todos nos emocionamos, principalmente com o depoimento do menino Vilásio, que começou na Casa aos seis anos e hoje está com 17 anos. Foi muito legal ver o nosso projeto e nossa Casa na televisão. Ligaram várias pessoas até dos Estados Unidos, dizendo que assistiram a matéria. 
12 - Quais os contatos para quem desejar auxiliar ou visitar?
A Casa da Fraternidade fica na Rua Pedro Gomes, 740- Bairro Lagoão- Araranguá/SC

Quem quiser contribuir financeiramente pode fazer um deposito na conta Banco do Brasil – agencia 5280-9 – C/C 9752-7 

terça-feira, 31 de março de 2015

Manifesto da UNESCO – Orson Peter Carrara

Transcrevo parcialmente, pela importância da matéria, texto divulgado pelo GDDE – Grupo de Divulgação da Doutrina Espírita, referindo-se ao Movimento Você e a Paz, que ocorreu em Londrina-PR, com a presença de Divaldo Franco, no último dia 10 de março:
“(...)  O Manifesto 2000 por uma Cultura de Paz e Não-Violência, esboçado, a convite da Unesco, por um grupo de laureados do prêmio Nobel da Paz, levou milhões de pessoas em todo o mundo, que assinaram o documento, a se comprometeram a cumprir os seis pontos nele firmados, procurando agir no espírito da Cultura de Paz dentro de suas famílias, no seu ambiente profissional e em suas cidades.
Na sequência, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o período de 2001 a 2010 a “Década Internacional da Cultura de Paz e Não-Violência para as Crianças do Mundo”.
Os seis pontos constantes do Manifesto são estes:
1.            Respeitar a vida
2.            Rejeitar a violência
3.            Ser generoso
4.            Ouvir para compreender
5.            Preservar o planeta
6.            Redescobrir a solidariedade.
Para atingir esses objetivos, a Unesco trabalha cooperando com os governos em seus três níveis, com o poder legislativo e a sociedade civil, construindo assim uma imensa rede de parcerias, mobilizando a sociedade, aumentando a conscientização e educando para uma cultura de paz. (...)
O maior desafio é, evidentemente, transformar os valores da Cultura de Paz em realidade na vida cotidiana, é traduzir cada um dos desafios propostos pela Cultura de Paz em termos práticos e na vida das pessoas.
Desenvolvendo os seis pontos firmados no Manifesto e preparar as condições para que a paz possa reinar na Terra implica:
a)            respeitar a vida e a dignidade de cada pessoa, sem discriminar nem prejudicar;
b)           praticar a não violência ativa, repelindo a violência em todas suas formas: física, sexual, psicológica, econômica e social, em particular ante os mais fracos e vulneráveis, como as crianças e os adolescentes;
c) compartilhar o nosso tempo e nossos recursos materiais, cultivando a generosidade, a fim de terminar com a exclusão, a injustiça e a opressão política e econômica;
d) defender a liberdade de expressão e a diversidade cultural, privilegiando sempre a escuta e o diálogo, sem ceder ao fanatismo, nem à maledicência e ao rechaço ao próximo;
e) promover um consumo responsável e um modelo de desenvolvimento que tenha em conta a importância de todas as formas de vida e o equilíbrio dos recursos naturais do planeta;
f) contribuir com o desenvolvimento da comunidade, propiciando a plena participação das mulheres e o respeito dos princípios democráticos, para criar novas formas de solidariedade.
Trata-se de um programa que se afiniza em tudo com o que aprendemos com as lições do Evangelho e com os ensinamentos espíritas.
Que se trata de um trabalho hercúleo e naturalmente lento, todos sabemos.
Mas sabemos também que nele se inserem os elementos indispensáveis para que a guerra, a opressão, a tirania e toda forma de violência sejam varridas do nosso planeta, nessa marcha inelutável rumo a um futuro promissor predito por Jesus, que declarou certa vez que os mansos herdarão a Terra.”.
                Pela importância das recomendações, fica evidente nosso compromisso de espalhar e viver esse tratado de paz.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Mulher na dimensão espirita


Dia 08 de Março comemora-se o dia Internacional da mulher como forma de discutir seu papel na sociedade, tentar diminuir o preconceito, desvalorização, baixos salários, violência.

O espiritismo veio cumprir um  importante papel na solução dos problemas sociais, não seria diferente em relação as mulheres, pois a Doutrina nos ensina que “ Fomos criados simples e ignorantes” ...e não diz ...“ Foi criado homem e depois a mulher” como pregam algumas religiões, fomentando ainda mais o preconceito contra ELA.

O espírito não tem sexo, porém estagiamos ora homens, ora mulheres para aprendermos, fixando conceitos, a vida é uma escola, portando a mulher está mulher e tem um papel importado, principalmente na condição de mãe e educadora.

Plínio Salgado no livro Vida de Jesus diz......"a mulher grávida leva um destino no ventre, um germe de personalidade, a misteriosa geometria imanente de um corpo, de uma fisionomia, de um modo de ser; a centelha de um espírito; a semente de um fato social, que se pode chamar um dia: revolução, renovação, gênio do bem ou gênio do mal”. A mulher leva em seu ventre, o destino da humanidade.

A mulher tem que assumir seu papel na sociedade, suas responsabilidades na família, na vida profissional, politica, nas atividades de estudo e se for espirita, na divulgação da doutrina, não buscando imitar os homens, ou competir com eles, mas trabalhando ao lado deles na tarefa de melhorar este mundo.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014


Cosme Massi em Araraquara

O grande conferencista espirita Cosme Massi estará em Araraquara na próxima terça feira dia 16/12 ministrando palestra na UEPG, imperdível!!!!