quarta-feira, 9 de novembro de 2016
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Transtornos mentais podem ser reflexos de vidas passadas
No Brasil,
estima-se que 23 milhões de pessoas precisam de algum atendimento em saúde
mental. Pelo menos 5 milhões sofrem com transtornos graves e persistentes
Para a
medicina tradicional, uma questão genética, complexa, que pode ser, talvez,
causada por alterações químicas no cérebro. E que, apesar de tantos estudos,
ainda não se sabe ao certo a causa deles. Mas para os médicos espíritas, os
transtornos mentais têm, sim, explicações. Essa área da medicina, inclusive, é
a que mais se distancia da medicina tradicional. Questões emocionais desta e de
outras vidas entram em jogo. "O transtorno mental é um resquício do
passado", define o presidente da Associação Mineira dos Médicos Espíritas,
Andrei Moreira, apontando aí as vidas passadas como ponto de partida para essa
discussão.
Uma vez que
as interpretações para os males mentais são diferentes para os médicos
espíritas, as doenças mentais e neurológicas atingem aproximadamente 700
milhões de pessoas no mundo. No Brasil, estima-se que 23 milhões de pessoas
precisam de algum atendimento em saúde mental. Pelo menos 5 milhões sofrem com
transtornos graves e persistentes.
Segundo o
psiquiatra e diretor-técnico do Hospital André Luiz, Roberto Lúcio Vieira, a
psiquiatria é a área da medicina em que os ensinamentos espíritas mais
conseguem aparecer. Isso porque, segundo ele, além de levar em consideração
questões genéticas, assim como a medicina tradicional, os médicos espíritas,
diante de um paciente com transtorno mental grave, levam em conta as vidas
passadas. "O adoecer é o caminho para cura. Temos percebido que muitos
males, como os quadros graves de esquizofrenia, geralmente são de espíritos
que, em outras vidas, abusaram muito do poder que tinham, cometeram homicídios
ou tentaram o suicídio várias vezes. Quando eles adoecem nesta vida, é porque
bateu a culpa da vida anterior", explica Roberto.
Leia a
primeira matéria da série 'A saúde à luz do espiritismo:
Por que
adoecemos?
Também
membro da Associação Mineira Médico Espírita, Roberto, em um artigo escrito no
portal da entidade, diz que a doutrina espírita tem mostrado que os processos
mentais seriam frutos da atividade espiritual, com repercussão na estrutura
física cerebral. "Sendo assim, o cérebro seria apenas o instrumento. No
entanto, para ocorrer essa integração entre a essência espiritual, sua
manifestação e a estrutura física, é necessária a existência de um elemento que
seja intermediário, tanto na função quanto em sua composição. Esse corpo é
chamado espiritual ou perispírito", define.
MATÉRIA
O
perispírito, de acordo com o conhecimento espírita, é envoltório fluídico que
uniria a alma humana ao corpo físico e, através do qual, o espírito atuaria na
matéria. Mas, antes de mais nada, é preciso compreender que, para o
espiritismo, somos seres em constante evolução e estar encarnado é o processo
para evoluir. No livro a Cura e Auto-Cura, uma visão médico espírita, do
homeopata Andrei Moreira, ele explica que a reencarnação é a lei biológica natural,
"instrumento da evolução, em que o ser experimenta o contato com a
diversidade e desenvolve aptidões necessárias ao progresso." Ele diz que a
reercarnação devolve ao homem o fruto de suas escolhas, "em mecanismos
naturais de reencontros, saúde ou doença."
O médico
psiquiatra Jaider Rodrigues diz que usa recursos da ciência acrescidos da
compreensão espírita no tratamento dos pacientes
Segundo
explica o psiquiatra espírita Jaider Rodrigues, o paciente da psiquiatria é
visto por dois viés: "Levamos em conta a influência espiritual, que pode
ser do próprio paciente, ou seja, questões do próprio espírito e, também, as
influências externas, que podem ser de outros espíritos que passam a
influenciar no quadro mental do paciente", explica, acrescentando que todos
os casos são passivos de auxílio. "Usamos os recursos da ciência,
acrescidos da compreensão espírita."
Jaider
lembra do caso de uma paciente que lhe chamou a atenção. Muito bonita e, com no
máximo 30 anos, essa mulher, de BH, desenvolveu um quadro de esquizofrenia
grave, sem motivo aparente. "Ela entrou em um quadro psicótico e tivemos
que interná-la no Hospital André Luiz, pois estava agressiva, falava coisas sem
sentido. Durante as sessões mediúnicas que fazemos para os pacientes, apareceu
um espírito dizendo ter sido escravo na vida anterior e contou que aquela
mulher, na sua última vida, tinha sido casada com um senhor de engenho e
abusava muito dos escravos, com requinte de crueldade. Nesta vida, esses
espíritos a perturbaram", conta, dizendo que o espírito avisou ainda que
seria difícil livrá-la dessas influências externas, e que por mais que os
médicos fizessem, nada ia adiantar. "Por um tempo, ela conseguiu melhorar.
Mas não durou muito e faleceu", lamenta Jaider.
Processo de
evolução
Geralmente,
os transtornos quando se manifestam, é a culpa do que se fez em outra vida,
como apontam os estudos espíritas. Mas, de acordo com os médicos, não se trata
de um castigo divino. Faz parte do processo de evolução daquele espírito. Ouvir
vozes, de acordo com Jaider, pode ser, sim, um espírito falando. A obsessão, de
acordo com o precursor do espiritismo, Alan Kardec, é a ação persistente que um
espírito mau exerce sobre um indivíduo. "Apresenta caracteres muito
diversos, desde a simples influência moral sem perceptíveis sinais exteriores
até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais", diz em
seu livro, o Evangelho segundo o espiritismo. Ele diz que a obsessão ocorrerá
toda vez que alguém, encarnado ou desencarnado, exercer sobre o outro constrição
mental negativa.
De acordo
com Kardec, há vários tipos de obsessão, sendo o mais grave o de subjugação, em
que o obsessor interfere e domina o cérebro do encarnado. A subjugação pode ser
psíquica, física ou fisiopsíquica. Assim, as doenças mentais ou físicas podem,
sim, de acordo com o conhecimento espírita, sofrer influências externas. Um dos
tratamentos indicados são os passes, idas ao centro espírita e sessões de
desobsessão, em que os médicos médiuns ajudam os espíritos desencarnados e encarnados
envolvidos no processo a receber esclarecimentos, para que ambos tenham bases
sólidas para mudar hábitos e atitudes, condicionando-se a atitudes mentais mais
saudáveis. Segundo escreveu Francisco Cândido Xavier, ao psicografar a obra de
André Luíz, Mundo maior, "o processo obsessivo não é, na realidade, uma
doença, é simplesmente um reflexo de mentes doentias que se unem. Ele não é uma
causa, é o efeito de um 'mal' anterior".
REBELDES
Nesses casos
de transtornos mentais, além do conhecimento espírita, medicamentos são usados.
Kardec acreditava que somente medicação não traria alívio. No Hospital André
Luiz, em BH, que tem 45 anos de funcionamento, sendo referência para casos
psiquiátricos, os pacientes, de acordo com o diretor, Roberto Lúcio Vieira, são
de todas as crenças, sendo o diferencial da unidade o tratamento espiritual.
Segundo ele, há no hospital 350 funcionários que trabalham voluntariamente.
"Com autorização do paciente ou da família, aplicamos os conhecimentos do
espiritismo." De acordo com ele, algumas doenças psiquiátricas,
geralmente, são de indivíduos mais rebeldes.
É o caso,
por exemplo, da depressão, que afeta cerca de 35 milhões de pessoas no Brasil.
"É uma doença que demarca a grande rebeldia do espírito", diz
Roberto. Segundo Jaider, geralmente, é o espírito não se contentando com a vida
que Deus lhe deu. "É como se dissesse 'já que não tenho a vida que quero,
não aceito a vida que tenho'. Se o paciente der espaço, a gente estimula a
relação com Deus e o hábito da oração", conta. Os pensamentos negativos
também contribuem para o quadro.
Outro mal
apontado pelos médicos é o de Alzheimer. Segundo Roberto, assim como a medicina
tradicional vem tentando entender essa doença que afeta a memória do paciente,
o espiritismo também busca suas explicações. Um dos esclarecimentos para a
causa da enfermidade é que a grande maioria dos portadores da doença foi
culturalmente pobre durante a vida, se prendeu a questões materiais e dificuldades
de relacionamento. "Quando ocorre o Alzheimer, é como se fosse uma
oportunidade para que essa pessoa chegue mais "limpa" espiritualmente
no outro plano. E para os familiares, é uma prova de paciência."
Transtorno
mental
Os médicos
espíritas passaram a perceber, por meio de estudos e casos clínicos, que muitos
pacientes que desenvolvem algum transtorno mental sofrem influência da sua vida
anterior. No caso da esquizofrenia grave, por exemplo, tem-se percebido que
esses espíritos, em vidas passadas, cometeram alguma transgressão às leis
divinas e, nesta vida, sentiram o peso da culpa. O paciente pode, sim, sofrer
ainda influência de outros espíritos que tiveram alguma ligação com ele nas
outras vidas.
Mal de
Alzheimer
Assim como a
medicina tradicional estuda as causas do Mal do Alzhemeir, a doutrina espírita
começa a perceber que as pessoas portadoras do mal, geralmente, foram pessoas
apegadas a bens materiais e muito vaidosas, que precisam do desapego, do
"esquecimento", marca da doença, para evoluir e fazer uma limpeza na
alma.
Depressão
Para os
médicos espíritas, a depressão atinge aqueles espíritos rebeldes, que não estão
satisfeitos com a vida que Deus lhe deu. Assim, se abrem para os pensamentos
negativos e as influências externas que podem contribuir para o agravamento do
quadro
No Brasil,
estima-se que 23 milhões de pessoas precisam de algum atendimento em saúde
mental. Pelo menos 5 milhões sofrem com transtornos graves e persistentes
Para a
medicina tradicional, uma questão genética, complexa, que pode ser, talvez,
causada por alterações químicas no cérebro. E que, apesar de tantos estudos,
ainda não se sabe ao certo a causa deles. Mas para os médicos espíritas, os
transtornos mentais têm, sim, explicações. Essa área da medicina, inclusive, é
a que mais se distancia da medicina tradicional. Questões emocionais desta e de
outras vidas entram em jogo. "O transtorno mental é um resquício do
passado", define o presidente da Associação Mineira dos Médicos Espíritas,
Andrei Moreira, apontando aí as vidas passadas como ponto de partida para essa
discussão.
Uma vez que
as interpretações para os males mentais são diferentes para os médicos
espíritas, as doenças mentais e neurológicas atingem aproximadamente 700
milhões de pessoas no mundo. No Brasil, estima-se que 23 milhões de pessoas
precisam de algum atendimento em saúde mental. Pelo menos 5 milhões sofrem com
transtornos graves e persistentes.
Segundo o
psiquiatra e diretor-técnico do Hospital André Luiz, Roberto Lúcio Vieira, a
psiquiatria é a área da medicina em que os ensinamentos espíritas mais
conseguem aparecer. Isso porque, segundo ele, além de levar em consideração
questões genéticas, assim como a medicina tradicional, os médicos espíritas,
diante de um paciente com transtorno mental grave, levam em conta as vidas
passadas. "O adoecer é o caminho para cura. Temos percebido que muitos
males, como os quadros graves de esquizofrenia, geralmente são de espíritos
que, em outras vidas, abusaram muito do poder que tinham, cometeram homicídios
ou tentaram o suicídio várias vezes. Quando eles adoecem nesta vida, é porque
bateu a culpa da vida anterior", explica Roberto.
Leia a
primeira matéria da série 'A saúde à luz do espiritismo:
Por que
adoecemos?
Também
membro da Associação Mineira Médico Espírita, Roberto, em um artigo escrito no
portal da entidade, diz que a doutrina espírita tem mostrado que os processos
mentais seriam frutos da atividade espiritual, com repercussão na estrutura
física cerebral. "Sendo assim, o cérebro seria apenas o instrumento. No
entanto, para ocorrer essa integração entre a essência espiritual, sua
manifestação e a estrutura física, é necessária a existência de um elemento que
seja intermediário, tanto na função quanto em sua composição. Esse corpo é
chamado espiritual ou perispírito", define.
MATÉRIA
O
perispírito, de acordo com o conhecimento espírita, é envoltório fluídico que
uniria a alma humana ao corpo físico e, através do qual, o espírito atuaria na
matéria. Mas, antes de mais nada, é preciso compreender que, para o
espiritismo, somos seres em constante evolução e estar encarnado é o processo
para evoluir. No livro a Cura e Auto-Cura, uma visão médico espírita, do
homeopata Andrei Moreira, ele explica que a reencarnação é a lei biológica natural,
"instrumento da evolução, em que o ser experimenta o contato com a
diversidade e desenvolve aptidões necessárias ao progresso." Ele diz que a
reercarnação devolve ao homem o fruto de suas escolhas, "em mecanismos
naturais de reencontros, saúde ou doença."
O médico
psiquiatra Jaider Rodrigues diz que usa recursos da ciência acrescidos da
compreensão espírita no tratamento dos pacientes
Segundo
explica o psiquiatra espírita Jaider Rodrigues, o paciente da psiquiatria é
visto por dois viés: "Levamos em conta a influência espiritual, que pode
ser do próprio paciente, ou seja, questões do próprio espírito e, também, as
influências externas, que podem ser de outros espíritos que passam a
influenciar no quadro mental do paciente", explica, acrescentando que todos
os casos são passivos de auxílio. "Usamos os recursos da ciência,
acrescidos da compreensão espírita."
Jaider
lembra do caso de uma paciente que lhe chamou a atenção. Muito bonita e, com no
máximo 30 anos, essa mulher, de BH, desenvolveu um quadro de esquizofrenia
grave, sem motivo aparente. "Ela entrou em um quadro psicótico e tivemos
que interná-la no Hospital André Luiz, pois estava agressiva, falava coisas sem
sentido. Durante as sessões mediúnicas que fazemos para os pacientes, apareceu
um espírito dizendo ter sido escravo na vida anterior e contou que aquela
mulher, na sua última vida, tinha sido casada com um senhor de engenho e
abusava muito dos escravos, com requinte de crueldade. Nesta vida, esses
espíritos a perturbaram", conta, dizendo que o espírito avisou ainda que
seria difícil livrá-la dessas influências externas, e que por mais que os
médicos fizessem, nada ia adiantar. "Por um tempo, ela conseguiu melhorar.
Mas não durou muito e faleceu", lamenta Jaider.
Processo de
evolução
Geralmente,
os transtornos quando se manifestam, é a culpa do que se fez em outra vida,
como apontam os estudos espíritas. Mas, de acordo com os médicos, não se trata
de um castigo divino. Faz parte do processo de evolução daquele espírito. Ouvir
vozes, de acordo com Jaider, pode ser, sim, um espírito falando. A obsessão, de
acordo com o precursor do espiritismo, Alan Kardec, é a ação persistente que um
espírito mau exerce sobre um indivíduo. "Apresenta caracteres muito
diversos, desde a simples influência moral sem perceptíveis sinais exteriores
até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais", diz em
seu livro, o Evangelho segundo o espiritismo. Ele diz que a obsessão ocorrerá
toda vez que alguém, encarnado ou desencarnado, exercer sobre o outro constrição
mental negativa.
De acordo
com Kardec, há vários tipos de obsessão, sendo o mais grave o de subjugação, em
que o obsessor interfere e domina o cérebro do encarnado. A subjugação pode ser
psíquica, física ou fisiopsíquica. Assim, as doenças mentais ou físicas podem,
sim, de acordo com o conhecimento espírita, sofrer influências externas. Um dos
tratamentos indicados são os passes, idas ao centro espírita e sessões de
desobsessão, em que os médicos médiuns ajudam os espíritos desencarnados e encarnados
envolvidos no processo a receber esclarecimentos, para que ambos tenham bases
sólidas para mudar hábitos e atitudes, condicionando-se a atitudes mentais mais
saudáveis. Segundo escreveu Francisco Cândido Xavier, ao psicografar a obra de
André Luíz, Mundo maior, "o processo obsessivo não é, na realidade, uma
doença, é simplesmente um reflexo de mentes doentias que se unem. Ele não é uma
causa, é o efeito de um 'mal' anterior".
REBELDES
Nesses casos
de transtornos mentais, além do conhecimento espírita, medicamentos são usados.
Kardec acreditava que somente medicação não traria alívio. No Hospital André
Luiz, em BH, que tem 45 anos de funcionamento, sendo referência para casos
psiquiátricos, os pacientes, de acordo com o diretor, Roberto Lúcio Vieira, são
de todas as crenças, sendo o diferencial da unidade o tratamento espiritual.
Segundo ele, há no hospital 350 funcionários que trabalham voluntariamente.
"Com autorização do paciente ou da família, aplicamos os conhecimentos do
espiritismo." De acordo com ele, algumas doenças psiquiátricas,
geralmente, são de indivíduos mais rebeldes.
É o caso,
por exemplo, da depressão, que afeta cerca de 35 milhões de pessoas no Brasil.
"É uma doença que demarca a grande rebeldia do espírito", diz
Roberto. Segundo Jaider, geralmente, é o espírito não se contentando com a vida
que Deus lhe deu. "É como se dissesse 'já que não tenho a vida que quero,
não aceito a vida que tenho'. Se o paciente der espaço, a gente estimula a
relação com Deus e o hábito da oração", conta. Os pensamentos negativos
também contribuem para o quadro.
Outro mal
apontado pelos médicos é o de Alzheimer. Segundo Roberto, assim como a medicina
tradicional vem tentando entender essa doença que afeta a memória do paciente,
o espiritismo também busca suas explicações. Um dos esclarecimentos para a
causa da enfermidade é que a grande maioria dos portadores da doença foi
culturalmente pobre durante a vida, se prendeu a questões materiais e dificuldades
de relacionamento. "Quando ocorre o Alzheimer, é como se fosse uma
oportunidade para que essa pessoa chegue mais "limpa" espiritualmente
no outro plano. E para os familiares, é uma prova de paciência."
Transtorno
mental
Os médicos
espíritas passaram a perceber, por meio de estudos e casos clínicos, que muitos
pacientes que desenvolvem algum transtorno mental sofrem influência da sua vida
anterior. No caso da esquizofrenia grave, por exemplo, tem-se percebido que
esses espíritos, em vidas passadas, cometeram alguma transgressão às leis
divinas e, nesta vida, sentiram o peso da culpa. O paciente pode, sim, sofrer
ainda influência de outros espíritos que tiveram alguma ligação com ele nas
outras vidas.
Mal de
Alzheimer
Assim como a
medicina tradicional estuda as causas do Mal do Alzhemeir, a doutrina espírita
começa a perceber que as pessoas portadoras do mal, geralmente, foram pessoas
apegadas a bens materiais e muito vaidosas, que precisam do desapego, do
"esquecimento", marca da doença, para evoluir e fazer uma limpeza na
alma.
Depressão
Para os
médicos espíritas, a depressão atinge aqueles espíritos rebeldes, que não estão
satisfeitos com a vida que Deus lhe deu. Assim, se abrem para os pensamentos
negativos e as influências externas que podem contribuir para o agravamento do
quadro.
FONTE:
http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2013/08/26/noticia_saudeplena,145090/transtornos-mentais-podem-ser-reflexo-de-vidas-passadas.shtml
domingo, 27 de setembro de 2015
A importância das palestras nas casas espíritas (Sandra Fiore)
Normalmente
o primeiro contato com a Doutrina Espirita é através de livros (Romances) ou das
palestras, quando buscam a casa espirita para lenitivos das suas dores .
Todavia, é através da palestra
que a casa espírita apresenta o Espiritismo de maneira mais clara e direta para
o público.
Assim, deve
ser priorizada tal atividade na seara espírita formando palestrantes com bom conhecimento
doutrinário, assim como o aperfeiçoarem no uso da palavra na tribuna.
Os
palestrantes também têm que buscar se familiarizar com os modernos recursos
audiovisuais, sabendo utilizá-los, fazendo com que a mensagem seja melhor oferecida,
se tornando mais atraente.
Toda
exposição na tribuna espírita deve procurar sempre envolver o tríplice aspecto do Espiritismo.
Deve ser evitada qualquer forma de pregação religiosa, como se fosse um sermão,
mas recorrer à boa argumentação que traga a filosofia, a ciência e a proposta
ético-moral da Doutrina Espírita, no consórcio permanente da razão com a fé
esclarecida.
De preferência
os temas devem ser previamente escolhidos e divulgados, para um melhor
aprofundamento dos estudos, orientando os participantes sobre o que será
abordado.
Resta dizer que os responsáveis pela
escala das palestras, ou o encarregado do departamento doutrinário, devem conhecer o palestrante, sua
formação espírita, possuindo referências do mesmo, evitando que a tribuna seja lugar de pessoas sem compromisso com
o Espiritismo e até de aventureiros, mas pessoas que possa contagiar ou aguçar a
curiosidade e fazer com que cada um que ouve a mensagem, possa ter vontade de
estudar ainda mais, participando dos cursos que as casas oferecem.
E o palestrante tem que conhecer a casa,
buscando informações sobre a mesma, entrando em contato com os seus dirigentes,
a fim de que o seu mister seja bem desempenhado. Se não puder comparecer, que
avise com antecedência, providenciando substituto, evitando embaraços de última
hora.
Finalidade da palestra espirita
Com a exposição espírita podemos: Educar para transformar
Proposta:
Informar: dar informe ou parecer sobre, instruir, ensinar.
Esclarecer: tornar claro,
compreensível, elucidar.
Conscientizar: tomar consciência de,
ter noção ou idéia de Consolar:
aliviar ou suavizar a aflição, proporcionar sensação agradável.
Divulgar:
tornar público ou conhecido, propagar-se, difundir-se.
v O uso constante de boas palestras espíritas tem favorecido de
forma apreciável à divulgação da Doutrina. Emmanuel no livro “Estudo e Viva” nos diz: Para isso, estudemos Allan Kardec, ao clarão da mensagem de Jesus Cristo,
e, seja no exemplo ou na atitude, na ação ou na palavra, recordemos que o
Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade da sua
própria divulgação”. Portanto A maior
caridade que se possa fazer pela Doutrina Espirita é a sua divulgação
v Lembrando também que o Espiritismo é uma doutrina pedagógica que
tem por finalidade a transformação da humanidade através da transformação individuo....Educação
como transformação
Ø Fundo e Forma
Toda
exposição (palestra) tem Fundo e Forma.
A - Fundo:
O fundo refere-se ao conteúdo: idéias,
conceitos, pensamentos, moral, filosofia; é a parte intelectual e espiritual da
exposição (idéia mãe).
O
aprimoramento do fundo depende de quem fala ao público; ele melhora à medida
que o expositor progride intelectual e espiritualmente.
B - Forma:
A forma refere-se ao modo de expor o tema.
É a maneira que cada qual tem de expressar as idéias, construir as frases,
colocar as palavras, subdividir o assunto em partes (elaboração), ter entusiasmo.
O
aprimoramento da forma depende do aperfeiçoamento da técnica de falar em
público.
PORTANTO; Não basta levar somente a mensagem,
mas como nós a levamos, necessário o Fundo
(ensinamento) Forma (
maneira como se passa esse ensinamento) para
tocarmos os corações, esclarecer e consolar.
O expositor
espirita tem que ter além da humildade, simpatia e empatia para conquistar o publico.
O
comunicador e expositor espírita é um agente da informação e, como tal, dispõe
de grande poder sobre a sociedade, ou seja, é um formador de opiniões. As transformações sociais têm como
responsáveis os grandes comunicadores, daí a importância de ter sempre
comunicador com responsabilidade levando o espiritismo e não a opinião pessoal,
o individualismo, o personalismo. O expositor tem que comungar as mesmas ideias
da doutrina.
Tudo que se
faz na vida independente do trabalho que se realiza, necessário é se aperfeiçoar,
sendo instrumento dos postulados espirita,
precisam ter também deste aprimoramento.
Decorridos
quase dois mil anos, ecoam altissonantes em nossos ouvidos e corações, a
palavra do Mestre Jesus aos Seus Apóstolos:
“Vós sois a
luz do mundo. Deixai-a brilhar. Ide e pregai, dizendo: o reino dos céus está
próximo” (Mateus, 5:14 e 16; 10:5).
Assim como os Apóstolos ante as lições e exemplos de Jesus,
nós Para isso, estudemos Allan Kardec, ao clarão da mensagem de Jesus Cristo,
e, seja no exemplo ou na atitude, na ação ou na palavra, recordemos que o
Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade da sua
própria divulgação”. espíritas, temos
igual responsabilidade: a de divulgar os ensinamentos e as consolações do
Espiritismo, que já conhecemos.
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Premiada pelo Criança Esperança – Orson
Peter Carrara
Conheci em Araranguá (SC) a Casa da Fraternidade,
premiada duas vezes pelo conhecido programa Criança Esperança, da TV Globo,
pela dimensão do trabalho educativo promocional realizado no município catarinense.
A cidade tem população em torno de 65.000 habitantes e localiza-se no extremo
sul de SC, a 10 km do litoral, e sua economia gira em torno da confecção e
comércio de roupas, e no verão do turismo. A Casa da Fraternidade, no bairro
Lagoão, se localizava a população mais carente, quadro que vem mudando de
alguns anos para cá, devido ao trabalho da instituição em favor dessa
população.
À época entrevistei a presidente da instituição, Cátia
Sirlene G. Hahn, natural da capital paulista e residente na citada cidade.
Reproduzo trechos parciais de algumas de suas respostas: (relembro ao leitor
que a entrevista está parcialmente transcrita)
3-Quantas
pessoas a Casa da Fraternidade já atendeu?
Já passaram pela
Casa mais de 5 mil crianças. Em meados de 1997, quando cheguei (...), no
entorno da Casa havia muita pobreza, o tráfico de drogas era intenso, às vezes
tínhamos que pedir licença para entrar na Casa. Com poucos frequentadores, pois
o bairro assustava a quem chegava, a estrutura material da Casa estava péssima,
a Creche era mantida pela Prefeitura. (...) No ano 2000, a prefeitura decide
construir uma nova creche no bairro, foi quando decidimos reformar o antigo
prédio e iniciar um novo trabalho para os meninos e meninas em idade escolar.
Surgiu então o Projeto Juventude Luzes do Amanhã, com o Alex no teatro, a Zizi
ministrando música, a Luciani e eu nos revezando na limpeza, na cozinha e nas
aulas de valores humanos, nos pedidos de doações. Como éramos poucos, fazíamos
quase tudo sozinhos, tínhamos inúmeras dificuldades, pela falta de apoio
técnico, falta de recursos financeiros, falta de materiais. Aos poucos foram
surgindo novos voluntários para as atividades de artesanato, enxoval de bebê, e
recreação, e o projeto ia tomando forma. Fomos nos capacitando, conseguimos
angariar parcerias, contratar pessoal e delegar tarefas.
5-O
que eram as aulas de Valores Humanos?
Sempre tivemos
como princípio que a religião não deve ser imposta, mas os princípios de
espiritualidade devem estar presentes na vida dos atendidos de uma forma
autônoma. A professora Zizi, antes de vir para Araranguá havia
lecionado música na Mansão do Caminho (Bahia). E contou que lá o Divaldo
aplicava a pedagogia dos Valores Humanos (Sai Baba) antes de cada atividade.
Ficamos muito interessados, e decidimos então fazer um teste. Passamos a debater
uma mensagem por semana através de painéis e dinâmicas de grupo. E as crianças
adoraram as aulas. A partir daí vimos que precisávamos de uma proposta
pedagógica e fomos pesquisar Pestalozzi. Até hoje o método é aplicado.
6
- Qual o público alvo e quantas pessoas atendidas diariamente? É em regime de
internato ou semi-internato?
Hoje atendemos 205
crianças e adolescentes entre 06 a 14 anos, e 20 adolescentes entre 15 e 18
anos em diversas oficinas culturais em horário oposto ao escolar, em aulas de
canto, ballé clássico, teatro, violão, percussão, informática, artesanato,
artes visuais, xadrez, capoeira e outras. As crianças fazem reforço escolar,
aulas de ética e cidadania e atividades literárias, almoçam e tomam café na
entidade, recebem orientação psicológica, apoio psicopedagógico e suas famílias
são acompanhadas pelo serviço de assistência social.
7
- E qual foi a premiação recebida pelo trabalho? E o que significou essas
premiações para a instituição?
Em 2010 o Projeto
também ganhou a chancela de “Ponto de Cultura” do Ministério da Cultura e
Secretaria de Cultura do Estado. Além do reconhecimento governamental, isso fez
com que novos públicos viessem também a participar das atividades. Com os
recursos conseguimos manter uma equipe de trabalho, que hoje conta com 21
profissionais contratados, ampliar nossas instalações e adquirir novos
equipamentos. Em 2012 ganhamos o Criança Esperança. Em 2013 fomos classificados
como semi-finalistas do premioItau-Unicef. E em 2014 ganhamos novamente o
Criança Esperança e um premio da Fundação Biblioteca Nacional.
8
- E como foi a premiação pelo CRIANÇA ESPERANÇA? O que levaram em conta?
São quase dois mil
projetos inscritos a cada ano no Edital, e uma seleção rigorosa. Fomos um entre
os três projetos de Santa Catarina contemplados. Penso que para a seleção foi
levado em conta os aspectos inovadores do projeto, a proposta pedagógica, a
transformação da comunidade, o empenho da equipe de trabalho, a missão da
instituição, além dos aspectos legais. Percebemos que após o Criança Esperança
passamos por uma nova fase, pois se tivemos maior visibilidade, também mais
responsabilidades, pois o trabalho se desenvolveu, o número de crianças e
famílias praticamente dobrou, a equipe teve que se capacitar, e correr atrás de
mais recursos.
10
- Algo marcante a citar nesses anos todos de trabalho?
Acho que foi
marcante a gravação da equipe da Rede Globo para o Criança Esperança. Foi
num dia muito especial para todos. Pessoalmente eu e o Alex (meu marido),
estávamos bem desanimados, com os problemas de saúde do Alex, que passou por
uma cirurgia gravíssima no inicio do ano. Foi uma época muito difícil e eu
estava me questionando se tudo isso valeria a pena... Fomos pegos de surpresa,
e a jornalista Kiria começou a entrevistar as crianças e as famílias dos
atendidos. Todos nos emocionamos, principalmente com o depoimento do menino
Vilásio, que começou na Casa aos seis anos e hoje está com 17 anos. Foi muito
legal ver o nosso projeto e nossa Casa na televisão. Ligaram várias pessoas até
dos Estados Unidos, dizendo que assistiram a matéria.
12
- Quais os contatos para quem desejar auxiliar ou visitar?
A Casa da Fraternidade fica na Rua Pedro Gomes,
740- Bairro Lagoão- Araranguá/SC
Quem quiser contribuir financeiramente pode fazer
um deposito na conta Banco do Brasil – agencia 5280-9 – C/C 9752-7
terça-feira, 31 de março de 2015
Manifesto da
UNESCO – Orson Peter Carrara
Transcrevo
parcialmente, pela importância da matéria, texto divulgado pelo GDDE – Grupo de
Divulgação da Doutrina Espírita, referindo-se ao Movimento Você e a Paz, que
ocorreu em Londrina-PR, com a presença de Divaldo Franco, no último dia 10 de
março:
“(...) O Manifesto 2000 por uma Cultura de Paz e
Não-Violência, esboçado, a convite da Unesco, por um grupo de laureados do
prêmio Nobel da Paz, levou milhões de pessoas em todo o mundo, que assinaram o
documento, a se comprometeram a cumprir os seis pontos nele firmados,
procurando agir no espírito da Cultura de Paz dentro de suas famílias, no seu
ambiente profissional e em suas cidades.
Na sequência, a
Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o período de 2001 a 2010 a “Década
Internacional da Cultura de Paz e Não-Violência para as Crianças do Mundo”.
Os seis pontos
constantes do Manifesto são estes:
1. Respeitar a vida
2. Rejeitar a violência
3. Ser generoso
4. Ouvir para compreender
5. Preservar o planeta
6. Redescobrir a solidariedade.
Para atingir esses
objetivos, a Unesco trabalha cooperando com os governos em seus três níveis,
com o poder legislativo e a sociedade civil, construindo assim uma imensa rede
de parcerias, mobilizando a sociedade, aumentando a conscientização e educando
para uma cultura de paz. (...)
O maior desafio é,
evidentemente, transformar os valores da Cultura de Paz em realidade na vida
cotidiana, é traduzir cada um dos desafios propostos pela Cultura de Paz em
termos práticos e na vida das pessoas.
Desenvolvendo os seis
pontos firmados no Manifesto e preparar as condições para que a paz possa
reinar na Terra implica:
a) respeitar a vida e a dignidade de
cada pessoa, sem discriminar nem prejudicar;
b) praticar a não violência ativa,
repelindo a violência em todas suas formas: física, sexual, psicológica,
econômica e social, em particular ante os mais fracos e vulneráveis, como as
crianças e os adolescentes;
c) compartilhar o
nosso tempo e nossos recursos materiais, cultivando a generosidade, a fim de
terminar com a exclusão, a injustiça e a opressão política e econômica;
d) defender a
liberdade de expressão e a diversidade cultural, privilegiando sempre a escuta
e o diálogo, sem ceder ao fanatismo, nem à maledicência e ao rechaço ao
próximo;
e) promover um
consumo responsável e um modelo de desenvolvimento que tenha em conta a
importância de todas as formas de vida e o equilíbrio dos recursos naturais do
planeta;
f) contribuir com o
desenvolvimento da comunidade, propiciando a plena participação das mulheres e
o respeito dos princípios democráticos, para criar novas formas de
solidariedade.
Trata-se de um
programa que se afiniza em tudo com o que aprendemos com as lições do Evangelho
e com os ensinamentos espíritas.
Que se trata de um
trabalho hercúleo e naturalmente lento, todos sabemos.
Mas sabemos também
que nele se inserem os elementos indispensáveis para que a guerra, a opressão,
a tirania e toda forma de violência sejam varridas do nosso planeta, nessa
marcha inelutável rumo a um futuro promissor predito por Jesus, que declarou
certa vez que os mansos herdarão a Terra.”.
Pela importância das
recomendações, fica evidente nosso compromisso de espalhar e viver esse tratado
de paz.
sexta-feira, 6 de março de 2015
Mulher na dimensão espirita
Dia 08 de Março comemora-se o dia Internacional da mulher
como forma de discutir seu papel na sociedade, tentar diminuir o preconceito,
desvalorização, baixos salários, violência.
O espiritismo veio cumprir um importante papel na solução dos problemas
sociais, não seria diferente em relação as mulheres, pois a Doutrina nos ensina
que “ Fomos criados simples e ignorantes” ...e não diz ...“ Foi criado homem e
depois a mulher” como pregam algumas religiões, fomentando ainda mais o
preconceito contra ELA.
O espírito não tem sexo, porém estagiamos ora homens, ora
mulheres para aprendermos, fixando conceitos, a vida é uma escola, portando a
mulher está mulher e tem um papel importado, principalmente na condição de mãe
e educadora.
Plínio Salgado no livro Vida de Jesus diz......"a
mulher grávida leva um destino no ventre, um germe de personalidade, a
misteriosa geometria imanente de um corpo, de uma fisionomia, de um modo de
ser; a centelha de um espírito; a semente de um fato social, que se pode chamar
um dia: revolução, renovação, gênio do bem ou gênio do mal”. A mulher leva em
seu ventre, o destino da humanidade.
A mulher tem que assumir seu papel na sociedade, suas
responsabilidades na família, na vida profissional, politica, nas atividades de
estudo e se for espirita, na divulgação da doutrina, não buscando imitar os
homens, ou competir com eles, mas trabalhando ao lado deles na tarefa de
melhorar este mundo.
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