Como fazer importante homenagem?
A doutrina
espírita é uma dádiva para quem a conhece, ela nos consola e conforta tendo por
ferramenta o conhecimento que nos possibilita o enfrentamento dos problemas,
normais e naturais no estágio evolutivo que nos encontramos.
Hippolyte Léon
Denizart Rivail nascido em Leon na França, depois adotou o pseudônimo de Allan
Kardec, conhecidíssimo pelo trabalho como grande pedagogo, discípulo de
Pestalozzi que administrava seu próprio instituto educacional em Yverdun
(Suíça). Rivail teve vários livros
escritos na área da educação, alguns deles usados em escolas e universidades de
Paris, outros traduzidos para o Alemão, fluente em pelo menos seis idiomas,
bacharelado em Ciência, Letras, Teologia, alguns biógrafos dizem ter ele feito
até medicina, reconhecidíssimo pelo seu trabalho pedagógico. Como membro de muitas sociedades científicas
e entre elas a da Academia Real de Arras, no concurso de 1831, lhe coroou uma
notável memória acerca da questão: Qual o sistema de estudos mais em harmonia
com as necessidades da época?
Homem intelectual, honesto, integro, foi sem dúvida um missionário da falange do
Espírito de Verdade, que se fez carne para trazer de forma responsável o Consolador
Prometido por Jesus. Ele que trouxe uma bagagem de experiências pretéritas
possibilitando ser esse missionário e grande mestre, apagou sua luz de educador pedagógico para
ser na época o desconhecido Allan Kardec deixando brilhar a luz da Doutrina dos
Espíritos.
Neste mês de
outubro em comemoração ao seu aniversário,
os espíritas voltam-se para homenageá-lo, mas a melhor forma de fazê-lo
é estudando o que lhe foi conferido pelos espíritos e ele com seu critério
científico de experimentação, trouxe à luz os conhecimentos sempre buscando a
verdade. Ele tinha além do espírito de um cientista, seu lado filosófico,
partido da dúvida para chegar à certeza, conferindo ao Espiritismo uma verdade
inquestionável quando nos abrimos a fé raciocinada, do questionamento, do bom
senso, e não uma fé dogmática que tem que aceitar sem questionar.
Outra forma de
homenagear ao codificador é a responsabilidade de quem faz parte do movimento
espírita, sendo fiel ao que ele nos deixou, não que o espiritismo seja uma obra
completa, mas progressista, outras
informações virão a seu tempo, porém terá que haver uma universalidade. Não
podemos aceitar tudo que nos chega somente por ser via mediúnica, porque até os
espíritos podem nos enganar ou médiuns invigilantes que se prestam ao papel de
ser instrumentos destes mistificadores.
Embora o
número de espíritas tenha crescido, o que nos entristece é ver centros
espíritas fechando, trabalhos diminuindo por não quererem mais ter que se
deslocarem para o presencial, se acomodando. Não podemos esquecer do ensino de Jesus da Parábola da
Figueira...” homens inúteis, que não colocaram em pratica os recursos que lhe
foram dados, serão tratados como a figueira seca”. O trabalho é lei da
Natureza, faz parte da lei divina por isso mesmo constitui uma necessidade para
nossa sobrevivência e auxilia o desenvolvimento ético-moral do ser humano.
Depois da pandemia muitas casas passaram a trabalhar virtualmente, o que
podemos dizer que é algo positivo, porém nada comparado ao contato com o outro,
a troca de energias. As casas espíritas têm uma equipe espiritual que está
pronta a receber e acolher todos que a procuram, e muitas estão fechando as
portas por falta de trabalhadores e em outros casos, dirigentes se
acomodando no trabalho virtual e não querendo estar no presencial.
Numa pesquisa
feita por especialistas sobre a tecnologia que veio como importante ferramenta
e faz parte da evolução, temos que ter um cuidado e um olhar criterioso, porque
o virtual nos deixa antissociais e esses estudiosos estão entendendo que o
número de intolerância se deve a isso. Hoje nem nos damos o trabalho de ligar e
falar com o outro, tudo é pelas redes sociais,
WhatsApp, famílias não se reúnem mais, amigos quando saem não deixam o
celular, ficam o tempo todo de olho nele,
não há mais diálogo construtivo.
Sou do tempo
que entre amigos combinávamos de ler livros ou assistir filmes e depois se
sentar para filosofar, buscar o entendimento de cada um, enquanto hoje o que se
vê é discussão, quando alguns querem impor seu pensamento.
Retornando
nossa reflexão, precisamos de Jesus, mas nem sempre é fácil entendê-lo, para
isso estudar Kardec muito nos auxilia. Podemos dizer que estamos no estágio de
já sabermos o que é certo e errado, mas por que nem sempre fazemos como deveríamos
de acordo com as leis morais? Porque não basta saber, precisamos é desenvolver
sentimentos. O meliante, criminoso, assaltante, agressor, aliás, todos nós
sabemos quando estamos equivocados, mas continuamos a ter uma atitude errada
porque falta desenvolver responsabilidade, empatia, solidariedade, compaixão,
paciência, humildade e só com o conhecimento dos ensinos de Jesus
tocando nossas almas, refletindo, nos esforçando para domar nossos vícios
morais, isso poderá mudar.
Estamos
passando por momentos difíceis, delicados, cada vez mais precisamos desses
ensinos morais do Mestre, palestras são portas de entradas das casas espíritas,
elas não modificam ninguém, embora possa nos esclarecer em algum momento, porém
deve aguçar a curiosidade de quem a procura para poder se aprofundar, saber
mais, estudar os livros da codificação, participar dos grupos de estudos,
trocar ideias e experiências e isso se deve também no presencial, portanto,
vamos refletir sobre o trabalho magnifico realizado pelo codificador, e
voltemos com todo entusiasmo que se faz necessário, ao trabalho, fazendo o que o Mestre Jesus espera de nós, dando
os bons frutos.
Solicitação
especial aos dirigentes de casas espíritas que são verdadeiros prontos socorros
espirituais e escolas para a alma, vamos fazer um esforço, unidos no proposito
maior de aprender e divulgar a doutrina, acolher aqueles que precisam, vamos
ouvi-los, incentivá-los aos estudos e ao trabalho, porque somente com Jesus à luz do espiritismo
conseguiremos enfrentar as adversidades e apesar de não conseguirmos mudar o
mundo, podemos dar condições para que ele mude através do esforço individual e
coletivo. Sandra Fiore